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Boas Novas MG

As mulheres brasileiras que dão show no combate à Covid

Publicado em 08 março 2021

No Dia Internacional da Mulher , que é celebrado hoje, 8 de março, o Boas Novas cumprimenta e homenageia todas. Mas presta uma homenagem especial às milhares de mulheres que têm feito a diferença no combate à pandemia do novo coronavírus no Brasil.

Médicas, enfermeiras, fisioterapeutas, cientistas, professoras, artistas, jornalistas, donas de casa e tantos outras espalhadas por todo canto do Brasil. Aqui, entretanto, apenas uma pequena amostra do trabalho extraordinário que elas têm feito num dos momentos mais graves da história brasileira.

Primeira brasileira vacinada

A enfermeira Mônica Calazans, 54 anos, já entrou para a história. Foi a primeira brasileira a receber, no dia 17 de janeiro de 2021, a vacina Coronavac contra a Covid-19. Mas essa não é a única razão de lembrarmos da Mônica. Ela é um exemplo no combate à Covid.

Auxiliar de enfermagem, aos 47 anos decidiu fazer faculdade de enfermagem. Todavia, com obesidade, hipertensão e diabetes, ela faz parte do grupo de risco e deveria ficar em casa. Mas não pensou duas vezes quando decidiu trabalhar na UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas para atender pacientes infectados pela doença.

Mônica representa todas as mulheres enfermeiras e auxiliares de enfermagem do Brasil que está na linha de frente do combate à pandemia.

Ester Sabino

Professora do Departamento de Moléstias Infecciosas da Faculdade de Medicina da USP, a médica Ester Sabino coordenou o trabalho das mulheres que fizeram o sequenciamento genético do coronavírus no Brasil. O trabalho foi concluído num tempo recorde de 48 horas, usando metodologia de baixo custo.

A pesquisa levou à identificação da origem das primeiras contaminações, à rota do vírus e às suas mutações genéticas. O feito foi destaque internacional e reacendeu a discussão sobre os parcos investimentos na ciência brasileira.

Marilda Siqueira

Marilda Siqueira é talvez a principal responsável pela erradicação do sarampo no Brasil. Com a pandemia, a pesquisadora e sua equipe garantiram que o Brasil conseguisse lidar de forma rápida com a covid-19 desde o início. Assim que a Organização Mundial da Saúde (OMS) deu as primeiras orientações, o laboratório onde ela trabalha, na Fiocruz, começou a buscar de insumos e tecnologias capazes de identificar a doença.

Desde então, foram vários os diagnósticos. “Mas, em dois meses, já tínhamos descentralizado os testes para todos os laboratórios e cada Estado ficou independente para agilizar o processo. Foi um avanço enorme”, contou a pesquisadora.

Ana Paula Fernandes

Ana Paula Fernandes liderou a criação de um diagnóstico 100% brasileiro para o coronavírus. Ela é professora e pesquisadora do Centro de Tecnologia em Vacinas e Diagnósticos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Coube a Ana Paula coordenar a rede brasileira de diagnósticos em parceria com diversas instituições.

O desafio era se livrar da dependência dos testes importados e achar uma solução 100% nacional. Deu certo. Atualmente, a professora trabalha para chegar a um teste brasileiro do tipo molecular, que deve elevar a nossa capacidade de testagem e diminuir a dependência externa.

Nísia Trindade Lima

Nísia Trindade Lima é a presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). É dela a tarefa de coordenar a operação de produção da vacina de Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19, que foi a principal aposta do governo brasileiro no combate à doença. Até junho, a Fiocruz tem como compromisso produzir 100 milhões de doses do imunizante, que é a única forma de o país superar a pandemia.

Elsa Soares

Como homenagem a todas as mulheres brasileiros, lembramos aqui do recado que a grande cantora Elza Soares, 90 anos, deixou quando foi tomar a primeira dose da vacina contra a Covid-19. “A ciência venceu o medo, o negacionismo e a desinformação”, disse ela.