Notícia

O Diário (Mogi das Cruzes)

As cidades do futuro

Publicado em 02 janeiro 2013

Começam a surgir no Brasil as cidades do futuro no que diz respeito à gestão local da energia elétrica.

Novas tecnologias já podem proporcionar formas mais econômicas de geração, interação e uso da eletricidade tanto para as empresas produtoras e distribuidoras de energia como para os consumidores.

A perspectiva é tema de reportagem publicada no último número da Revista Fapesp, órgão oficial de fomento à pesquisa no Estado de São Paulo. Consideradas redes inteligentes, as smart grids, como são conhecidos internacionalmente, são sistemas que tornam digitais todos os dados e ampliam a participação do consumidor, que receberá mais informações sobre o consumo, gastos e economia de energia.

Alternativas

Do ponto de vista do consumidor, um dos objetivos é economizar eletricidade e aproveitar melhor energias alternativas como eólica e solar. No futuro, a oportunidade mais interessante a ser proporcionada pelo sistema é o consumidor produzir a própria energia, em painéis fotovoltaicos, geradores eólicos ou mesmo em carros elétricos estacionados na garagem, e com isso obter descontos na energia fornecida pela concessionária.

Interação

Segundo a reportagem, quem está acostumado com a via de duas mãos da internet em que tanto se atua como receptor, obtendo vários tipos de informações, quanto emissor, com a postagem de textos e vídeos, não terá dificuldades em se ligar ao novo mundo da energia. Pelo menos quatro cidades brasileiras começaram a implantar os medidores eletrônicos caseiros das redes inteligentes. Uma delas é Aparecida, no Interior paulista.

Economia

Por meio de pequenas telas, os dispositivos mostram os consumos imediato e mensal, as interrupções e os horários de tarifas mais caras. Muitos dos programas e equipamentos para as redes inteligentes de energia estão sendo desenvolvidos e produzidos no Brasil por empresas de tecnologia e institutos de pesquisa. As outras cidades que estão implantando a inovação são Búzios (RJ), Sete Lagoas (MG) e Parintins (PA).

Em casa

Desde 2010 estamos desenvolvendo um medidor que pode ser instalado em cada casa ou num poste para atender até 12 residências. Cada casa terá uma tela do tamanho de um celular, embora mais grossa, que pode ser ligada a uma tomada e ficar presa em um parafuso na parede ou cima de um móvel. Com cinco linhas de texto, o consumidor terá informações como o consumo instantâneo e poderá acompanhar se está cumprindo a meta de gasto previsto”, diz Carlos Purim, do Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec), de Curitiba.