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Artigo - Exercícios de alta intensidade: benefícios e cuidados

Publicado em 18 março 2020

Exercícios de alta intensidade são a última tendência em fitness. Mas o que isto realmente significa? Trabalhar até o ponto de fadiga máxima ou até vomitar? Chegar a passar mal durante a prática por alcançar um estado de hipoglicemia e outros efeitos fisiológicos? Ou algo um pouco menos intenso, mas difícil o suficiente para que você nem possa falar?

Um dos elementos mais importantes na prescrição do exercício é a intensidade do seu treino. Por isso, é importante acertar. Embora a maioria das diretrizes recomende exercícios de intensidade moderada na maioria dos dias da semana, trabalhar em alta intensidade pode ajudá-lo a queimar mais calorias, economizar tempo com exercícios mais curtos e aumentar seu nível de condicionamento físico. Entretanto, é preciso ter cuidado para evitar os exageros deste nível de atividade.

As diretrizes de atividade física de 2019 sugerem fazer cinco dias de exercícios de intensidade moderada a cada semana ou exercícios vigorosos, de alta intensidade por cerca de 20 minutos três dias por semana. Mas o quanto você faz é baseado no seu nível de aptidão e objetivos. É bom trabalhar em vários níveis de intensidade para explorar diferentes sistemas de energia e trabalhar seu corpo de maneiras diferentes.

Excesso de exercícios de alta intensidade pode levar a um excesso de lesões por provocar uma queda na eficácia do sistema imunológico. Foi isso que divulgou a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) em 2016 em artigo intitulado “Exercício físico intenso destrói células do sistema imunológico”. Neste estudo, os pesquisadores descobriram que o exercício físico intenso pode acelerar o processo de apoptose (morte) celular dos neutrófilos. Este processo precisa ser ordenado para manter o equilíbrio fisiológico. Entretanto, parece que o exercício intenso dispara a apoptose antes da hora.

Na pesquisa realizada em triatletas, os dados demonstraram que houve morte precoce das células do sistema imunológico (neutrófilos), tornando o organismo mais suscetível às infecções. Segundo a professora Tania Curi, da Universidade Cruzeiro do Sul, a intensificação da lipólise pode estar associada à apoptose precoce dos neutrófilos, fazendo com que o corpo “queime” mais gordura promovendo uma melhor definição muscular, mas trazendo como consequência a maior suscetibilidade do organismo às lesões.

Nunca houve um advento de tantas lesões em praticantes de exercícios regulares como agora, devido à exposição exagerada de rotinas de alta intensidade. Portanto, é preciso entender o momento em que estas atividades devem entrar em sua prática de exercícios. Um iniciante deve ter seu corpo preparado para receber tal estímulo e somente a partir desta preparação, começar a se submeter a estes níveis de trabalhos mais intensos e compreender que mais importante que a estética é a saúde.

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Prof. Adenilson Pereira Escóssio

Professor do Curso de Fisioterapia da UniAteneu

Graduado em Educação Física, especialista em Fisiologia do Exercício e mestrando em Motricidade Humana