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Famema

Artigo científico produzido na Famema é publicado em revista japonesa

Publicado em 02 setembro 2008

Estudo experimental desenvolvido pelas estudantes de Medicina da Faculdade de Medicina de Marília (Famema) Andrea Daniela Rodrigues e Thaís Tinti, sob orientação do docente chefe da disciplina de Farmacologia e Terapêutica, Agnaldo Bruno Chies, foi publicado recentemente em revista japonesa de circulação internacional.

A pesquisa contou ainda com a colaboração de Patrícia de Souza Rossignoli e Oduvaldo Câmara Marques Pereira, ambos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, além do coordenador do Laboratório de Patologia Clínica da Famema, Fred Ellinger.

O trabalho contribuiu para a ampliação do conhecimento das ações vasculares da Histamina em território venoso.

De acordo com o trabalho, a 'veia porta de rato' é a principal via de acesso sangüíneo ao fígado e a literatura científica traz poucos relatos das ações da Histamina sobre este território.

O tema da pesquisa é "Estudo das Respostas Vasomotoras de Veia Porta de Rato a Histamina".

A pesquisa teve o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que concedeu bolsas de iniciação científica para estudantes envolvidos no trabalho.

“A Histamina é uma substância que causa vasodilatação ou vasoconstricção, dependendo do território vascular e da espécie animal estudados. O presente projeto foi concebido a partir de uma observação ocasional feita no Laboratório de Farmacologia ligado à disciplina de Farmacologia Terapêutica e Experimental da Famema. Estudando veia porta isolada de ratos, observou-se que a Histamina promove um relaxamento desta preparação ainda não descrito na literatura”, destacou.

Conforme salientou o Prof. Agnaldo Bruno Chies, os efeitos da Histamina observados no estudo desafiam o conhecimento pré-existente acerca das ações desta substância inflamatória, visto que resultados preliminares apontam para uma ação não mediada por receptores “H”.

"Embora seja um estudo experimental, na medida em que amplia o nosso conhecimento sobre as ações da Histamina, ajuda-nos a compreender melhor a fisiopatologia de eventos mediados por esta substância, como o choque anafilático, por exemplo", apontou.