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Artefato francês vai analisar magnetismo das estrelas e dos planetas

Publicado em 13 fevereiro 2007

Por Agência Unipress Internacional

O Narval, um instrumento conhecido como espectropolarímetro estelar, foi instalado no telescópio Bernard Lyot, nos Pirineus franceses. O objetivo do artefato é analisar os campos magnéticos de estrelas e, mais especificamente, os efeitos desses campos nas estrelas e planetas ao seu redor.

"Campos magnéticos são ingredientes essenciais das vidas das estrelas. Eles não são apenas marcadores da história, mas têm papel fundamental na evolução das estrelas", disse o astrônomo do Laboratório de Astrofísica de Toulouse-Tarbes e diretor científico do Narval, Pascal Petit.

De acordo com o Conselho Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) da França, graças ao Narval o Telescópio Bernard Lyot passa a ser o principal observatório no mundo dedicado ao estudo de campos magnéticos. "Apesar da importância dos campos magnéticos, pouco se sabe sobre eles. Mesmo o campo magnético solar permanece um mistério para nós", disse Petit, destacando a importância do Narval.

"Com apenas pouco milhões de anos de existência, a SU Aurigae é cerca de 1000 vezes mais nova do que o Sol. Nessa idade, uma estrela ainda não está totalmente formada e continua a atrair o material que está em torno dela", explica Jean-François Donati, diretor de pesquisa do CNRS e projetista dos dois espectropolarímetros estelares.

Segundo informações da Agência Fapesp, apenas outro instrumento é capaz de fazer este tipo de análise. É o Espadons, que equipa o Telescópio Canadá-França-Havaí. Com a chegada do Narval, os cientistas comemoram a totalidade da cobertura do magnetismo estelar, uma vez que o Sol se põe no Havaí quando está nascendo nos Pirineus.

Para demonstrar o potencial do Narval, a estrela SU Aurigae, localizada a 450 anos-luz do Sol, foi escaneada continuamente pelo Narval e pelo Espadons por um grupo internacional de astrônomos.