Notícia

CBN Notícias

Arritmia cardíaca é responsável por uma em cada três internações no SUS

Publicado em 09 novembro 2015

Por Barbara Vasconcelos

Palpitações, desmaios e tonturas. Em alguns casos, confusão mental, fraqueza, pressão baixa e dor no peito. Esses são os principais sintomas das arritmias cardíacas, responsáveis por uma em cada três internações no SUS, o Sistema Único de Saúde. A doença é a maior responsável por mortes relacionadas à insuficiência cardíaca no país e acomete 20 milhões de brasileiros. A cada ano são 100 mil novos casos.

O Presidente da Sobrac (Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas), o cardiologista Luiz Pereira de Magalhães explica que doença é esta, responsável pela morte súbita de mais de 300 mil pessoas todos os anos. ‘Quando o indivíduo tem arritmia é porque o coração está muito acelerado ou muito lento.’

A mais comum das arritmias é a chamada fibrilação atrial, caracterizada pelo ritmo de batimento rápido e irregular do coração. Esse tipo de arritmia atinge uma em cada dez pessoas com mais de 75 anos. Como a população brasileira está envelhecendo, a incidência de fibrilação atrial tende a aumentar. A médica paulista, pós-doutora pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e especialista em arritmias Fátima Dumas Cintra alerta sobre a necessidade de políticas públicas para controle dessa doença. ‘Já existem estimativa para 2050 demonstrando que a fibrilação atrial realmente pode ser um problema de saúde pública, uma vez que a consequência clínica é o derrame.’

Uma campanha nacional da Sociedade Brasileira de arritmias cardíacas reuniu depoimentos de pessoas famosas que convivem com a doença. O músico Toquinho relata que sentiu um descompasso no coração quando viajava para a Espanha. Já no Brasil, diagnosticado com arritmia, ele passou pela ablação, uma cirurgia avançada que trata diversas arritmias, inclusive a fibrilação atrial, mas é pouco conhecida. Toquinho conta como essa cirurgia mudou a vida dele. ‘É como se colocassem um coração novo.'