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O Imparcial (Presidente Prudente, SP)

Araraquara terá centro de pesquisa e desenvolvimento da cachaça

Publicado em 02 julho 2003

Por José Ângelo Santilli
O pesquisador escocês John R. Piggott, do Centro de Qualidade de Alimentos do Departamento de Biociência da University of Strathclyde, especialista em qualidade de uísque, está em Araraquara participando de trabalho conjunto com o professor João Bosco Faria, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Unesp, de Araraquara. Piggott permanecerá na cidade até o final deste mês. "É a quinta vez que ele vêm para o Brasil e estamos aproveitando a estada dele na cidade para trocar experiências", disse Faria, que também é coordenador de novas tecnologias da secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico. O pesquisador escocês visitou ontem o prefeito Edinho Silva, acompanhado de Faria. Ele conversou também com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Paulo Sérgio Sgobbi, e o coordenador municipal de Atividades Agro-industriais, Sinézio da Silva Júnior. Entre os dias 21 e 23 deste mês, Piggott estará ministrando, na própria FCF, um curso de atualização sobre a qualidade de uísque, cachaça e rum. O curso é dirigido a produtores, estudantes e demais interessados. A inscrição pode ser feita até o dia 21 na FCF/ Unesp e custa R$ 100,00 para profissionais e R$ 50,00 para estudantes. CACHAÇA O professor João Bosco Faria é um dos coordenadores de um projeto de Políticas Públicas, financiado pela FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo -, que envolve o Instituto de Química da USP de São Carlos, a FCF/Unesp e as prefeituras de Araraquara e São Carlos. "O objetivo do projeto é estabelecer o perfil físico-químico e sensorial das cachaças produzidas no Estado de São Paulo. Numa primeira fase coletamos 107 amostras de produtores, que serão analisadas para identificação de problemas. Numa segunda fase serão oferecidos cursos, treinamentos e suporte para estabelecer um padrão d qualidade da cachaça paulista. E numa etapa posterior será criado um selo de qualidade", explica Faria. Dentro de aproximadamente 3 anos, haverá um selo de qualidade, visando a exportação da cachaça produzida na região. O projeto prevê ainda a criação, em Araraquara, de centro de pesquisa e desenvolvimento da cachaça. "Estamos definindo o prédio que irá abrigar esse centro", disse Faria.