Por precaução, a Prefeitura de Aracaju oficializou no início da manhã de ontem a suspensão da campanha de vacinação contra a Dengue em todos os 43 bairros que compõem a capital sergipana. Ao atender uma determinação nacional, emitida pelo Ministério da Saúde, a direção da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), informou por meio de nota pública que a deliberação possui medida preventiva e foi adotada após o registro, em âmbito nacional, de eventos adversos graves e de duas mortes que permanecem sob investigação pelas autoridades sanitárias. Até a noite de ontem nenhuma notificação adversa foi registrada em Sergipe.
Pelo Governo do Brasil foi revelado que aproximadamente 500 mil doses da vacina Butantan-DV já haviam sido aplicadas no país quando foram registrados 42 casos de eventos adversos graves e duas mortes que seguem em investigação. Até a noite de ontem não havia confirmação de relação causal entre os casos e o imunizante. Em Aracaju, todas as pessoas que receberam a vacina do Instituto Butantan nos últimos 21 dias observem seu estado de saúde.
Em caso de febre, dores abdominais intensas, vômitos persistentes ou sangramentos, a recomendação é procurar imediatamente atendimento médico. A expectativa do Programa Nacional de Imunização é que após a divulgação dos casos de reação adversa e da suspensão da vacina, novas notificações possam ser identificadas. Mesmo diante da suspensão temporária na aplicação dos imunizantes, o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti, enalteceu que todos os municípios e estados devem guardar as vacinas contra dengue do Butantan até uma nova orientação do Ministério da Saúde.
As pessoas que foram vacinadas há mais de 21 dias estão fora de qualquer tipo de risco, e inclusive estão protegidas contra dengue. “A orientação é que os municípios coloquem o imunobiológico em reserva dentro da sua rede de frio, ou seja, nós não vamos distribuir mais vacinas de dengue por hora. Os estados que tiverem vacina de dengue no seu estoque devem segurar essa vacina. Os municípios que eventualmente tenham vacinas no seu território devem também guardar essas vacinas até segunda ordem”, explicou Eder Gatti.