Notícia

O Extra.net (Fernandópolis, SP) online

APTA reúne 60 empresas do setor agrícola para apresentar pesquisa

Publicado em 29 março 2017

60 empresas do setor agrícola conheceram as linhas de pesquisa desenvolvidas pelos seus seis institutos e 14 polos regionais de pesquisa da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O workshop Oportunidades de Novos Negócios para as Cadeias Agrícolas no Estado de São Paulo teve o objetivo de aproximar a iniciativa privada dos institutos e atualizar o setor sobre as novas legislações que definem as regras para o desenvolvimento de projetos em conjunto.

Durante o evento realizado na Sede do Instituto Agronômico (IAC-APTA), em Campinas, foi discutido o novo arcabouço jurídico composto pelo novo Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, Lei Estadual de Inovação, assinatura da resolução nº 12 pela Secretaria de Agricultura, e o estabelecimento dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) no âmbito da APTA. “Hoje temos um arcabouço legal que dá garantias para a parceria entre os institutos públicos e as empresas privadas, com o objetivo de inovar o setor agropecuário”, afirmou Orlando Melo de Castro, coordenador da APTA.

A nova legislação garante, por exemplo, o direito de propriedade intelectual entre os institutos e empresas. A equipe de pesquisadores que participou do projeto também é beneficiada, com até 1/3 da exploração dos royalties referentes ao montante destinado ao instituto de pesquisa. “Desde 2008, houve investimento de R$ 100 milhões em infraestrutura nos institutos, o que permitiu termos a casa arrumada para trabalhar em parceria. A APTA, por exemplo, tem 220 normas e procedimentos credenciados e acreditados com padrão internacional. Temos hoje condições de fazer mais e melhor”, explicou Castro.

Desde que a nova política foi estabelecida, em 2016, os NITs dos institutos de pesquisa ligados à Agência já depositaram seis pedidos de patente junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), registram 25 cultivares de plantas, um programa de computador, firmaram parceria com empresas e apoiaram a elaboração de projetos na modalidade Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe-Fapesp).

“Nós da Secretaria temos trabalhado para diminuir a distância entre a pesquisa e setor de produção, uma das principais orientações do governador Geraldo Alckmin. A parceria com a iniciativa privada fortalece e renova nossos institutos. Queremos ouvir as demandas do setor de produção e a avaliação do trabalho que estamos desenvolvendo. Todos ganham com essa mudança cultural”, afirmou Arnaldo Jardim, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

“Estamos vivendo um momento inédito na história da ciência e da tecnologia brasileira. Estamos saindo de uma baixa para uma alta frequência. A parceria com as empresas é fundamental, pois a inovação se dá no privado”, afirmou Antonio Álvaro Duarte de Oliveira, pesquisador do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL-APTA), que apresentou palestra sobre nova legislação de CT&I para relação pública x privada.

A nova legislação também regulamentou o trabalho das fundações de pesquisa, o que foi considerado um avanço por Luiz Carlos dos Santos, diretor-presidente da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag), e Orivaldo Brunini, diretor-presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária (Fundag).

Empresas se animam com as mudanças

A mudança ocasionada pela nova legislação aliada à nova cultura que começa a ser implantada nos institutos de pesquisa ligados à Agência animou os representantes das empresas que participaram do evento. “Estou muito feliz. Hoje é um marco. Estou vendo que estamos dando um pontapé para mudança”, afirmou José Cladionir Carvalho, da Syngenta. Para ele, a interação com os institutos sempre foi burocrática e com uma série de restrições. “O IAC, por exemplo, é muito grande, atua em diversas áreas. Temos todas as possibilidades de trabalharmos juntos. Saio do evento com ideias de projetos que vou levar para a companhia”, disse.

Maria Teresa Borges Pimenta, gestora de projetos de pesquisa e desenvolvimento e prospecção de novos negócios da Suzano Papel e Celulose, também saiu do evento com novas ideias de projetos. “A Suzano já tem uma interação com o ITAL, mas vindo ao workshop consegui enxergar uma nova oportunidade que tem grande sinergia para outros produtos que estamos estudando, pensando em biorrefinarias para o setor florestal. Fiquei positivamente surpresa com as apresentações”, contou.

Para o diretor da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), Mario Von Zuben, é possível vislumbrar parcerias entre os institutos e as empresas de defensivos associadas à entidade. “Representamos 13 empresas que desenvolvem pesquisa em defensivos agrícolas. Elas investem de forma massiva em novos produtos e tecnologias. É muito importante para nós fazer parte deste evento para conhecer novas oportunidades de negócios”, afirmou.

Este foi o segundo workshop realizado pela APTA com empresas. O primeiro ocorreu em outubro de 2016 e reuniu empresas do setor de proteína animal. “O evento foi um sucesso e resultou em parceria para o controle de ectoparasitas por meio de produtos naturais, um projeto desenvolvido pelo Instituto de Zootecnia (IZ-APTA) em parceria com a empresa HYG System”, explicou Castro.

Linhas de pesquisa

Durante o workshop, o diretor-geral do IAC-APTA, Sérgio Augusto Moraes Carbonell, apresentou os trabalhos desenvolvidos pelo IAC em café, feijão, arroz especial, amendoim, mandioca, seringueira, citros, frutas e cana-de-açúcar. Também foram apresentados os serviços de excelência prestados pelo instituto, por meio do Quarentenário IAC, análises na área de solos e informações agrometeorológicas.

O IAC conta com 1059 cultivares de plantas. Em 2016, produziu 400 toneladas de sementes básicas, transferidas para empresas de multiplicação e depois a agricultores de todo o País, 129.774 borbulhas e 193 quilos de sementes de citros, além de 73.500 mudas de cana-de-açúcar e 150 mil Mudas Pré-Brotadas de cana.

Antonio Batista Filho, diretor-geral do Instituto Biológico (IB-APTA), apresentou os trabalhos do instituto em sanidade vegetal, alimento seguro, prestação de serviços, transferência de tecnologia, educação ambiental e pós-graduação. A diretora-substituta do ITAL-APTA, Eloísa Elena Corrêa Garcia, apresentou os trabalhos em análise de tendência de consumo, as pesquisas e treinamentos realizados no Centro de Pesquisa de Frutas e Hortaliças (Fruthotec), Centro de Engenharia e Processos, Centro de Pesquisa de Cereais, Chocolates, Balas e Confeitos (Cereal Chocotec), Centro de Ciência e Qualidade de Alimentos e no Centro de Tecnologia em Embalagem (Cetea).

Os outros institutos também apresentaram seus trabalhos, como as pesquisas em forrageiras pelo IZ-APTA, as análises estatísticas do agronegócio, pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), as pesquisas com algas e rações desenvolvidas pelo Instituto de Pesca (IP-APTA) e os trabalhos de interação com os outros institutos desenvolvidos pela APTA Regional.

Os interessados em conversar sobre parcerias com a Agência podem entrar em contato com o NIT APTA no número (19) 2137-8938, que dará encaminhamento para os núcleos de cada instituto.

Assessoria de Imprensa APTA