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APTA Regional inicia pesquisas com pecuária de precisão na área de nutrição de gado de corte

Publicado em 04 fevereiro 2021

Com o objetivo de avaliar em tempo real os nutrientes das pastagens para que o pecuarista consiga adequar a dieta dos animais com base em dados confiáveis e precisos, a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) vem desenvolvendo um projeto de pesquisa em seu Polo Regional de Colina, no interior de São Paulo. O equipamento testado para obter os resultados é o NIRS (Near Infrared Spectroscopy), importado da Suíça pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

Segundo Regina Kitagawa Grizotto, pesquisadora da APTA Regional, foram investidos R$ 350 mil no equipamento, que foi comprado com recursos do Plano de Desenvolvimento Institucional de Pesquisa dos Institutos Estaduais de Pesquisa do Estado de São Paulo (PDIP), aprovados pelo Instituto de Zootecnia. “O NIRS é um equipamento de grande versatilidade que pode atender a demanda regional dentro do conceito de Pecuária de Precisão. É uma ferramenta que está sendo utilizada no desenvolvimento na área de bovino de corte melhorando produtos, processos e ações inovadoras”, disse.

Atualmente, conforme a pesquisadora, o pecuarista toma decisões pessoais acerca da dieta adequada aos animais de corte, baseadas na simples observação do pasto. “Se o capim está seco, ele deduz que precisa começar a suplementação, se o capim está verde, espera.”, explicou. Com isso, porém, o produtor pode estar “gastando dinheiro à toa”, porque nem sempre é hora de iniciar uma nova dieta, já que o pasto tem os nutrientes necessários para o ganho de peso”. Com o uso do NIRS, o produtor obtém informações precisas para saber quando deve dar início à suplementação da dieta dos animais e adequar os nutrientes que precisam ser oferecidos para que eles ganhem mais peso.

A pesquisa, no entanto, ainda está em curso e levará um tempo a ser concluída. Para Regina Grizotto, ainda será necessário coletar e analisar diversas amostras de pastos em diferentes momentos do ano. “Precisamos abastecer o aparelho com dados para que ele aprenda a realizar essas análises em tempo real. Esse trabalho leva tempo, pois temos que aumentar nosso banco de dados e fazer a curva de calibração.”, revela a pesquisadora.

Como funciona?

O NIRS é um aparelho com feixes de luz que ao ser utilizado em amostras de pastagens reflete a radiação e gera gráficos e números instantaneamente. Na técnica usual, o tempo de preparo da amostra leva cerca de 72 horas para dar o resultado. Com o banco de dados abastecido, o aparelho faz a análise instantânea do material e apresenta o resultado em poucos minutos.