Notícia

Revista Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade

Aproveitamento energético de C02

Publicado em 01 março 2019

É muito mais barato capturar e estocar o dióxido de carbono (CO2) gerado por biomassa do que o carbono oriundo de fontes fósseis. A diferença entre a Carbon Capture and Storage (CCS) feita a partir de biomassa daquela realizada a partir de fósseis pode chegar de USD 90,00 por tonelada de carbono.

Além disso, a tecnologia de CCS aplicada à biomassa gera emissão negativa. Essa estimativa foi apresentada pelo diretor de ciência do Energy Research Centre of the Netherlands (ECN), Andre Faaij, durante o workshop “Carbon Capture, Storage and Use and Bioenergy”, que aconteceu nos dias 25 e 26 de fevereiro, no Instituto de Energia e Ambiente da USP (IEE/USP). O evento foi realizado pelo Fapesp Shell Research Centre for Gas Innovation (RCGI), em parceria com o Consulado Geral da Holanda no Brasil, e organizado pela professora Suani Coelho, do IIE/USP. Segundo Faaij, na Europa, as primeiras iniciativas de CCS começaram há 10 anos, para capturar o CO2 de gases emitidos por termelétricas movidas a carvão ou gás natural.

Faaij também listou as principais aplicações que as BECCS (Bioenergy with CCCS) teriam na indústria e na produção de energia. “Processos de produção de energia com combustível ‘flex’, como plantas térmicas movidas a carvão e/ou gás; plantas produtoras de combustíveis sintéticos, processos baseados em fermentação e digestão anaeróbia, biorefinarias, petroquímicas, a indústria alimentícia – em todos esses setores as BECCS seriam bem-vindas.

Mas é necessário ter instalações de estocagem a menos de 300 quilômetros, infraestrutura energética compatível e sistemas complexos de larga escala para estocagem”, explica. Especialistas internacionais também discutiram as perspectivas da aplicação das tecnologias BECCS, como Martin Junginger, do Copernicus Institute, e Sacha Kersten, da Universidade de Twente. [SJ]