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Prodview

Após vencer barreiras, tecnologia imersiva ficará mais presente

Publicado em 27 novembro 2018

A paixão da VR Monkey pelas tecnologias imersivas tem apenas cinco anos, porém mesmo com uma trajetória ainda recente, a empresa já é considerada referência em produção de conteúdo para esse segmento (realidade virtual, mista e 360) e tem emplacado projetos relevantes no mercado.

Dinos do Brasil, uma sala com um tour virtual de 40 minutos pelo período pré-histórico com sete sessões diárias para 25 pessoas fica no Museu Catavento (SP) e é considerado o projeto “xodó” da startup. Realizado com apoio da Fapesp e patrocínio da Intel e da Ambev, a experiência multissensorial guia o público por uma viagem no tempo. O projeto começou em 2014 e foi lançado em 2017, sendo o primeiro em realidade virtual a ser aceito pela Lei Rouanet. Mais de 120 mil pessoas já experimentaram a atração.

Uma das mais recentes experiências da empresa inclui uma parceria com o Tecbuzz para o Adventure Next Latam em que foi possível propor aos “experimentador” (como é chamado o espectador que participa das realidades imersivas) conhecer as belezas de Bonito, mas especificamente um mergulho no Abismo Anhumas.

Com uma equipe formada por 15 pessoas, entre programadores e artistas, a empresa fica dentro da USP (SP), no Cietec e foi fundada pelos engenheiros Keila Matsumura e Pedro Kayatt.

Prodview conversou com Pedro em uma entrevista especial em que o profissional comentou como está o mercado, os desafios que a empresa enfrentou e como enxerga a evolução do formato e da produção de conteúdo para os próximos anos.

“Primeiro ninguém sabia o que era realidade virtual e aumentada. Muita gente confundia os formatos com outros, como o 3D, e não sabia diferenciá-los, ainda mais pós advento do ‘Pokemom Go’. Outro desafio foi a própria tecnologia no Brasil, que é uma barreira por conta dos impostos abusivos”, conta o especialista em realidades imersivas.

Passada essa fase, agora, segundo Pedro, é preciso vencer outras barreias como a visão limitada e o preconceito que as pessoas ainda têm sobre o formato, comparando-o somente com as experiências que há em shoppings ou no celular ou ainda com as não tão bem-sucedidas com montanhas russas, que causaram desconforto, por exemplo. Porém, atualmente a tecnologia permite que o VR seja muito mais que isso, é possível interagir cada vez mais com o ambiente externo e aplicar a produção para o formato em diversas áreas, não só no entretenimento.

Dentre os projetos que a empresa está participando atualmente, está o Minerva Labs, uma iniciativa de criar laboratórios de fácil acesso para utilização na formação educacional. A ideia é que a plataforma seja referência para professores desenvolverem suas próprias experiências, permitindo aos alunos terem contato com os equipamentos em ambiente virtual.

Sobre o futuro, Pedro acredita que acontecerá com as tecnologias imersivas o mesmo que ocorreu com os smartphones, ou seja, dentro de cinco anos, todas as pessoas devem ter equipamento próprio para desfrutar do formato, seja em casa ou em formato de jogo com console. “Vai ser natural vermos as pessoas terem em casa, utilizarem, mesmo que não sendo todo dia, mas como algo que você vai ter para sempre dedicar um tempo”, ressaltou.

VR Monkey participou da última edição do Hyper Festival.