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Após marketing com início da vacinação, Doria amplia quarentena com atraso para barrar covid-19 em SP

Publicado em 22 janeiro 2021

Por Felipe Betim | El País

Governador, que cogitou cortar mais de 450 milhões de reais da ciência paulista em 2021, demorou para acatar as sugestões de epidemiologistas que assessoram seu Governo, mesmo com a doença em alta

Governador, que cogitou cortar mais de 450 milhões de reais da ciência paulista em 2021, demorou para acatar as sugestões de epidemiologistas que assessoram seu Governo, mesmo com a doença em alta. Por felipebetim

Governador, que cogitou cortar mais de 450 milhões de reais da ciência paulista em 2021, demorou para acatar as sugestões de epidemiologistas que assessoram seu Governo, mesmo com a doença em alta

, com Doria fazendo a primeira foto dessa campanha, gerando uma onda de euforia que tomou conta do país e despertando a fúria do Governo federal. A politização da vacina acabou tirando os holofotes da piora dos números do Estado e da necessidade de medidas mais restritivas, como vêm alertado os especialistas do Centro de Contingência do Coronavírus, que assessora a gestão estadual.

Mesmo registrando as maiores taxas de mortes desde agosto, o Governo Doria mantinha até esta sexta-feira seis regiões (67% de toda a população paulista), entre elas a Grande São Paulo, na fase amarela doPlano São Paulo, a política adotada no início da pandemia que determina o nível de restrições por áreas do Estado. A fase amarela é a terceira mais restritiva e autoriza o funcionamento de atividades não essenciais por até 12 horas diárias.

Outras 10 regiões (31% da população) estavam na fase laranja, a segunda de maior restrição. Nela, atividades como restaurantes e cinemas podem funcionar por até oito horas por dia. Somente uma região, a de Marília, estava na fase vermelha —na qual somente os serviços essenciais, como mercados e farmácias, estão autorizados a funcionar. headtopics.com

Além disso, Doria redefiniu critérios e, indo na contramão do mundo,afrouxou as restrições do Plano São Paulono dia 8 de janeiro, quando o Estado já registrava uma quantidade de casos e mortes em ascensão. Naquela sexta-feira, São Paulo havia registrado 261 mortes em 24 horas, totalizando 48.029 desde o início da pandemia, além de 13.794 novos casos. Ainda assim, o Governo Doria alterou a fase laranja e passou a liberar o funcionamento de academias, salões de beleza, restaurantes, cinemas, teatros e parques estaduais. Essas e outras atividades passaram poder funcionar por até oito horas diárias, e não mais por apenas quatro, com a capacidade de público subindo de 20% para 40%. O encerramento do atendimento presencial passou a ser às 20h.

A fase amarela, na qual se encontrava a capital paulista até esta sexta, também passou a permitir 40% de ocupação para atividades não essenciais, com expediente de até dez horas diárias para restaurantes e 12 horas para as demais. O atendimento presencial deve ser encerrado às 22h em todos os setores, com exceção dos bares, que devem fechar ao público às 20h. A intenção ao alongar os horários de funcionamento era a de “evitar aglomerações” e “reduzir o fluxo de pessoas em horários específicos”, afirmou na ocasião a Secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen. A

taxa de isolamento da população se mantém em 40%tanto na capital como no resto do território estadual, segundo o Governo. Em maio do ano passado o Estado de São Paulo chegou a registrar 55% de taxa de isolamento, sendo 57% na capital. Os índices foram considerados satisfatórios, mas ainda longe do ideal de 70% que o comitê de especialistas recomendava.

Agora, com a atualização do Plano São Paulo nesta sexta-feira, todo o Estado passará para a fase vermelha diariamente a partir das 20h.Essa restrição máxima deverá valer até às 6h da manhã seguinte —o horário ainda será confirmado na coletiva desta sexta-feira. Além disso, a fase vermelha valerá durante os fins de semana, entre a noite de sexta-feira e a manhã de segunda-feira. Com isso, todos os serviços não essenciais deverão manter suas portas fechadas. Somente mercados, farmácias e outros comércios considerados essenciais poderão manter suas portas abertas. headtopics.com

Apoie a produção de notícias como esta. Assine o EL PAÍS por 30 dias por 1 US$Clique aquiCortes na ciência e atropelos na vacinaçãoO discurso pró-ciência de Doria também fica fragilizado quando se verifica que sua gestão chegou a propor no ano passado um corte de 454 milhões de reais na Fapesp, o que significava retirar 30% do Orçamento do principal órgão de fomento à pesquisa do Estado, além de enviar

um projeto de lei que redirecionava recursos das universidades estaduais paulistaspara o Orçamento do Governo. Em ambos os casos o governador voltou atrás, após a pressão da comunidade científica.

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