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Correio Popular

Aplicativo reconhece pets por fotos

Publicado em 01 agosto 2017

Por Rafaela Dias

Vinhedo está utilizando um aplicativo de identificação facial para cadastrar cães e gatos. A novidade é fruto de uma parceria entre a Prefeitura e a ONG Sopravi. O mecanismo tem com objetivo diminuir a quantidade de animais abandonados e manter ainda um cadastro sobre a saúde dos pets. O Crowdpet está sendo desenvolvido pelo ex-estudante da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Fábio Piva, através da startup Scipet, iniciativa dele e de mais três sócios. A pesquisa ainda está sendo desenvolvida na universidade e conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). “Estamos em fase de testes, mas na prática, registramos a localização da foto do animal e limitamos a busca por região. A ideia é realizar cruzamento de dados a partir de outras fontes, como um cadastro dos adotantes, por exemplo”. Para o uso do recurso, não existe a necessidade de dispositivos adicionais, como coleiras GPS. Tudo é registrado via satélite. O dono cadastra no aplicativo uma foto e quem encontra um animal cadastra outra. O sistema cruza as características das fotos disponíveis para verificar as que combinam entre si. Quando identifica uma combinação possível, o aplicativo avisa o dono sobre a chance de o animal ter sido encontrado. Imagens e dados de local, data e hora são automaticamente anotados.

O aplicativo já começou a ser utilizado para a identificação dos animais de um condomínio de Vinhedo e na parceria com o setor de Zoonoses da Secretaria de Saúde da Prefeitura da cidade. “No CCZ estamos utilizando nas zonas rurais durante a campanha de vacinação antirrábica que está acontecendo essa semana. Ao vacinar, já criamos o cadastro desse animal no aplicativo e verificamos ainda se outras vacinas estão em dia e se o cão ou gato foi castrado”, explicou Paulo César Conte, gerente de Zoonoses do município. A visita ainda está possibilitando ao órgão a fazer exames de sangue para avaliar a situação da leishmaniose na região, que ainda não registrou casos da doença, mas que possui cidades vizinhas com surtos, como aconteceu em Valinhos. Só na zona rural, segundo o médico veterinário, são mais de dois mil cães e gatos. "Hoje contamos com a microchipagem, que gera custo para o município e é um processo doloroso. O uso desse aplicativo vai facilitar muito o raio-X que estamos fazendo na cidade. A novidade vai ajudar ainda a diminuir o número de animais abandonados.