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Aplicativo desenvolvido na USP de São Carlos permite correção automática de redações

Publicado em 22 março 2021

Por Agência FAPESP

Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) e do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), ambos da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos, desenvolveram um software com o objetivo de corrigir redações de forma automática a fim de aprimorar as habilidades dos estudantes que farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Disponível por meio de um aplicativo para smartphones com sistema Android e de um site, a solução possibilita identificar erros gramaticais, de pontuação, de digitação e de concordância nas redações. Para criar a ferramenta, que recebeu o nome de Corretor Inteligente de Redações Automático (CIRA), o estudante Gabriel Nogueira, que cursa bacharelado em ciências da computação no ICMC-USP, empregou técnicas da área de inteligência artificial.

“A ferramenta foi criada a partir de uma base de 100 mil redações da empresa Letrus, que foram corrigidas e pontuadas por professores seguindo os moldes da avaliação do Enem. A partir dos critérios utilizados por esses professores, o sistema inteligente aprendeu quais aspectos precisam ser levados em conta em uma correção e como estabelecer uma nota”, relata Nogueira, em entrevista para a Assessoria de Comunicação do ICMC.

O CIRA é resultado de um projeto de iniciação científica, em que o estudante foi orientado pelo professor Osvaldo Novais de Oliveira Jr, do IFSC-USP, com bolsa da FAPESP.

O corretor é composto por dois elementos essenciais: um sistema inteligente que estabelece uma pontuação para a redação e outro que apresenta sugestões de como o usuário pode melhorar o texto.

Para ter a redação corrigida, basta o usuário fazer o download do aplicativo na Google Play Store ou acessar o site do CIRA. Depois, é só o usuário digitalizar a redação e submetê-la à ferramenta.

Após fazer a submissão, o sistema apresenta ao usuário uma tela de resultados, em que constam a nota atribuída à redação e estatísticas sobre o texto, como o número de palavras. Caso erros sejam encontrados, eles são marcados em vermelho. Ao clicar em cima deles, abre-se uma janela contendo informações sobre o erro e sugestões de como remediá-lo. Nogueira preparou um vídeo no Youtube explicando como funciona o aplicativo.

“No futuro, pretendemos ter um sistema de leitura óptica de caracteres, de forma que o usuário poderá digitalizar sua redação de forma automática, bastando apontar a câmera do celular para o texto escrito no papel”, revela o graduando.

*Com informações da Assessoria de Comunicação do ICMC-USP.

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Fonte: Agência FAPESP