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Apis Flora realiza estudo sobre tratamento da Covid-19

Publicado em 21 julho 2020

A Apis Flora está realizando estudo sobre o uso de extrato de própolis em tratamento de pacientes com Covid-19. O estudo está sendo desenvolvido pelo médico nefrologista Dr. Marcelo Augusto Duarte Silveira, em parceria com a Dra. Andresa Berretta, farmacêutica responsável e gerente do Laboratório de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Apis Flora em Ribeirão Preto. Ele foi enviado para análise e, no final de maio, a Comissão

Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) autorizou o início da fase clínica, que é conduzida pelo Dr. Marcelo e equipe, no Hospital São Rafael, Instituto D’Or em Salvador (BA).

O objetivo do estudo é avaliar a eficácia do uso do extrato de própolis EPP-AF® no tratamento da Covid-19, através do produto Propomax da Apis Flora. Trata-se de um projeto piloto, onde serão avaliados 120 pacientes internados e que foram testados positivos para a Covid-19.

A própolis já é utilizada há milhares de anos por diversas culturas para propósitos medicinais.Nos últimos anos, estudos científicos – muitos deles realizados pela Apis Flora em parceria comuniversidades brasileiras, como USP, UNESP e UNICAMP – demonstraram que possui propriedades antiinflamatória e imunomoduladora, que são muito relevantes no contexto da Covid-19. O EPPA® foi caracterizado e avaliado para várias aplicações terapêuticas previamente com apoio do Programa PIPE-FAPESP, CNPq e FINEP.

Além disso, a possibilidade de a própolis reduzir a invasão do SARS-CoV-2 nas células do hospedeiro através de uma interação com a acetilcolinesterase-2 (ACE-2 ou ECA-2)4 e oTMPRSS25, principais vias utilizadas pelo vírus para infectar as células do indivíduo, serviu como motivação para a realização desse estudo clínico, além de sua atividade antiviral6 previamente demonstrada.

Pesquisas anteriores realizadas pelo Dr. Marcelo Silveira e Dr. Eduardo Coelho já haviam demonstrado a segurança da utilização de altas doses por longos períodos do extrato de própolis EPP-AF, além da ausência de interação medicamentosa, conforme protocolos da OMS, dando suporte para que a equipe de pesquisadores pudesse propor a utilização da mesma no tratamento de pacientes acometidos pela Covid-19 com grande segurança.

Estudos demonstraram que a Covid-19, assim como outras importantes doenças, atua pela via inflamatória PAK1, que é responsável por causar uma ‘tempestade’ de citocinas inflamatórias e em última instância, a fibrose pulmonar. Não obstante, essa via aniquila o sistema imunológico responsável pelas defesas frente à entrada do vírus.

Uma outra pesquisa realizada apontou a própolis como importante bloqueadora da PAK1, o que inibiria a resposta inflamatória intensa e danosa, a fibrose pulmonar (responsável por grande parte dos óbitos) e, simultaneamente, reativaria a resposta imunológica dos indivíduos.

Além disso, vários estudos “in silico” demonstraram potencial de vários compostos presentes na própolis interagirem também com os receptores da superfície do vírus.

“Estamos bastante confiantes nos resultados que podem vir e, também, na perspectiva quepode se abrir. Primeiramente, que os estudos com própolis vêm aumentando ao longo do tempo, e já conseguimos ter uma maior clareza com relação à segurança da medicação e isso é algo que é importante, porque estamos falando de uma medicação que é barata, segura e que as pessoas tem uma boa tolerância – crianças a partir de 2 anos até idoso maior de 90 anos podem tomar –, então isso abre um leque de possibilidades para conseguirmos reduzir esse impacto de inflamação que o vírus (SARS-CoV-2) provoca no organismo”, Dr. Marcelo Silveira, médico nefrologista condutor do estudo.