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Agência Dinheiro Vivo

Apesar do aumento, investimento tecnológico permanece estagnado

Publicado em 07 março 2006

Por Tatiane Correia

Embora os investimentos realizados em ciência e tecnologia tenham apresentado crescimento no governo Lula, não se pode dizer que houve uma recuperação efetiva no volume de dinheiro direcionado.


Segundo dados do Ministério da Ciência e Tecnologia, o investimento total em ciência ficou em 0,93% do PIB em 2004, mas aumentou no ano passado para 1,37% do Produto Interno Bruto brasileiro.


O aumento de 0,44% do PIB representa cerca de R$ 10 bilhões, equivalente a dez vezes o orçamento de todos os fundos setoriais atendidos pelo FNDTC (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e a 20 vezes o orçamento da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).


Apesar do avanço, o indicador ainda está muito abaixo do total registrado no período 2000/2002, quando a verba direcionada para pesquisa tecnológica superou a marca de 1,4% do PIB brasileiro.
O mesmo pode ser dito com relação a pesquisa e desenvolvimento. Os dados referentes à despesa com P&D entre 1996 e 2004 mostram que o montante efetivamente aplicado manteve-se estável, chegando a R$ 4,6 bilhões nos anos de 2003 e 2004. Embora melhor que os R$ 3,1 bilhões apurados em 1998, o valor está abaixo dos R$ 5,1 bilhões aplicados no ano de 2001.


Os gastos com fomento têm crescido de forma lenta, passando da marca de R$ 400 milhões em 2000 para a casa dos R$ 500 milhões no ano passado. Enquanto isso, o contingenciamento para geração do superávit primário cresceu mais rapidamente. em 2004, o montante chegou a R$ 600 milhões, no ano passado, o total foi de R$ 800 milhões. A estimativa para este ano, até o momento, é de R$ 1,2 bilhão.