Notícia

Revista da Semana

Ao infinito e além...

Publicado em 10 julho 2008

Lançada em 20 de agosto de 1977, a Voyager – 2, seguida logo depois por sua nave-irmã, a 1, viajou mais de 1,6 milhão de quilômetros por dia e atingiu em agosto passado uma zona turbulenta do sistema solar chamada de choque de terminação, onde o vento produzido pelo Sol se encontra com o meio interestelar e começa a perder força. É a primeira vez que um artefato guiado pelo homem chega tão longe.

Analisando os dados das neves os cientistas chagaram a uma conclusão inesperada: o sistema solar não é arredondado. A Voyager – 2 atingiu a fronteira sul cerca de 1,6 bilhão de quilômetros antes do que a 1, que rumou para o norte, a 14 bilhões de quilômetros. “Costumávamos assumir que é tudo simétrico e simples”, disse Leonard Burlaga, astrofísico da Nasa, à Associated Press. “Mas é como se houvesse uma mão empurrando”.

O empurrão vem do campo magnético formado entre sistemas estelares, que atinge o sistema solar em ângulos diferentes no norte e no sul. De acordo com Edward Stone, físico do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), a assimetria, não prevista em teoria, pode te sido causada por antigas explosões de estrelas, informa a Folha de S. Paulo. As análises dos dados enviados pela Voyager – 2 foram publicadas em cinco artigos diferentes na Nature. Quando a nave 1 cruzou o choque de terminação, os instrumentos que medem velocidade, densidade e temperatura do vento solar não estavam mais funcionando, segundo a Agência Fapesp. As duas naves devem continuar em missão até 2025.