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Tribuna Impressa

Ansiedade antes do dentista é tema de pesquisa

Publicado em 06 agosto 2008

Por Tatiana Andrade

Pesquisadores da Faculdade de Odontologia da Unesp realizam, desde março, um trabalho no qual pretendem identificar o nível de ansiedade da população araraquarense com relação ao tratamento odontológico. Os dados da pesquisa serão compilados e transformados em mapa, em outubro, e o trabalho divulgado entre dezembro e janeiro.

Até o momento, os pesquisadores ouviram 1.052 pessoas das 1.282 estipuladas pela amostragem, baseada na prevalência do evento no País. Segundo a professora Juliana Álvares Duarte Bonini Campos, do Departamento de Bioestatística da Unesp, o grupo trabalha com a prevalência de 8,2%. Na cidade, a perspectiva é de que fique entre 10% e 12%, superior ao índice do Brasil.

“Esta prevalência é de indivíduos altamente ansiosos com relação ao tratamento odontológico. Ainda não analisamos os dados, mas acredito que em Araraquara ficará entre 10% e 12%. Queremos ainda saber se existe relação entre o medo e o espaçamento geográfico”, adiantou Juliana.

A coordenadora ressaltou o cuidado para a seleção da amostragem, norteada pelos setores censitários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para ter abrangência em todo o município por meio de um trabalho estatístico muito refinado na escolha do alvo do estudo.

“Com os dados do setor censitário em mãos, selecionamos a casa, identificamos o endereço, conseguimos o telefone e usamos o GPS para que aquele indivíduo se torne um ponto no mapa georeferenciado.”

Resistência

Como as entrevistas são feitas por telefone, Juliana afirmou que os pesquisadores têm enfrentado resistência da população para fornecer informações. A coordenadora explicou que a escolha do método foi baseada em um projeto piloto no qual foi constatado que era mais fácil obter informações verídicas relacionadas a comportamento por meio de conversas telefônicas.

“Não conseguimos concluir as entrevistas porque as pessoas têm receio de dar informações por telefone e talvez tenhamos que substituir o público restante, que corresponde a 18%. O que pedimos é que as pessoas colaborem e, se tiverem dúvidas, liguem para Faculdade para atestar a veracidade”, concluiu.

A pesquisa é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e conta com a participação de três alunos da graduação e dois outros professores, Leonor Monteiro, da Unesp de Araraquara, e Edson Augusto Melanda, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).