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Jornal da Ciência online

Ameaçada de extinção

Publicado em 03 dezembro 2018

Há mais de três anos, a Fundação Zoobotânica (FZB) do Rio Grande do Sul está na iminência de ser extinta, envolta em um clima de incerteza sobre o prosseguimento de suas pesquisas e serviços e o destino de suas coleções biológicas e paleontológicas, que reúnem cerca de 600 mil amostras de animais e plantas, do presente e do passado remoto. Responsável pela administração do Jardim Botânico, do Museu de Ciências Naturais e do Parque Zoológico, a FZB faz parte, ao lado de outras nove fundações gaúchas, da lista de instituições a serem fechadas em razão de um corte de despesas anunciado pelo governador gaúcho José Ivo Sartori em agosto de 2015. A medida foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul em dezembro de 2016.

Desde então, a instituição, que foi criada em 1972 e tem um orçamento anual da ordem de R$ 30 milhões, luta na Justiça para não ser fechada, em um processo cheio de idas e vindas. Em 11 de outubro, a batalha parecia ter chegado ao fim: o governo gaúcho oficialmente extinguiu a FZB por meio do Decreto Estadual nº 54.268/2018. No entanto, oito dias mais tarde o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul revogou o decreto em atendimento a um pedido de tutela provisória de urgência do Ministério Público Estadual. A suspensão vale até o julgamento definitivo de agravo de instrumento em que o ministério público pleiteia que o governo gaúcho apresente um plano de extinção da FZB capaz de garantir a continuidade das atividades do Jardim Botânico e do Museu de Ciências Naturais (a proposta é que o zoológico seja cedido à iniciativa privada).

Veja o texto na íntegra: Revista Pesquisa Fapesp