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Brasil Agora

Amazônia: os efeitos a longo prazo da devastação

Publicado em 08 junho 2021

Por Luciana Constantino, na Agencia FAPESP

Para melhor lidar com os efeitos da crise climática e dos incêndios recordes, analisou os espaços queimados entre os rios Purús e Madeira e, após 3 anos, conclui: a biodiversidade diminuiu 27% e a floresta começou a armazenar 12% menos carbono.

É também o bioma brasileiro que tradicionalmente registra os maiores incêndios consistentes com o ano, segundo o conhecimento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Somente em 2020, foram 103. 161 incêndios, o maior registrado desde 2017 (com 107. 439 notificações e o terceiro maior da década de 2015, com 106. 438 epidemias (leia mais sobre: burnadas. dgi. inpe. br/queimadas/portal-static/estatisticas_estados/).

Esses incêndios florestais de 2015, através da seca excessiva através do fenômeno climático El Niño, foram objeto de estudos apoiados pela FAPESP por meio de dois projetos (16/21043-8 e 20/06734-0) e publicados na revista Proceedings of the Royal Society. B: Ciências Biológicas.

Realizado sob a direção do chefe da Divisão de Observação da Terra e Geoinformática (DIOTG) do Inpe, Luiz Eduardo Oliveira e Cruz de Aragão, são examinados os principais pontos sobre os efeitos dos incêndios na vegetação, também conhecimentos coletados diretamente no campo.

“Estudar como as florestas respondem às chaminés a longo prazo é uma das fronteiras da sabedoria sobre como a Amazônia funciona. Esse entendimento aponta não apenas para a perspectiva de moldar o bioma de longo prazo e sua interação com o clima, mas também para fornecer subsídios ao Brasil para melhor relatar suas emissões de carbono e remoções no contexto de políticas de redução das emissões do desmatamento e da degradação florestal [REDD], o que pode trazer benefícios monetários ao país. “, explica Aragão à Agência FAPESP.

A maior parte da coleta no local é de dever da doutoranda Aline Pontes-Lopes, do INPE, e da pesquisadora Camila Silva, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), os primeiros autores do artigo.

“Esse conhecimento da caixa é muito valioso. No trabalho, foram coletados diversos censos na mesma área queimada, que é um tipo raro de dados na Amazônia, especialmente na selva úmida. Há poucos lugares onde você tem conhecimento da caixa. sobre mortalidade de árvores, expansão e avaliação da dinâmica do local. Além disso, o exame mostra efeitos nos espaços mais úmidos da floresta, onde os incêndios não eram frequentes, o que traz nova sabedoria para essas regiões”, diz Ricardo Dal’Agnol, coautor do artigo.

Pesquisador do DIOTG-Inpe, Dal’Agnol também recebe da FAPESP e participou de alguns outros e-books publicados em janeiro que destacaram o estresse hídrico, a fertilidade do solo e a degradação das plantas como pontos que influenciam a mortalidade das árvores, abrindo clareiras na floresta amazônica (leia na agência). fapesp. br/35190/).

“Notamos nos espaços queimados que árvores, mudas e arbustos são os primeiros a morrer, abrindo um piso baixo que nos permitiu caminhar pela floresta e instalar os lotes florestais em 2015. Em dois ou três anos, basicamente árvores pequenas e médias”, explica pontes-Lopes, em entrevista à Agência FAPESP. Esses baixos são formados através de um pequeno conjunto de plantas que crescem até um ponto abaixo do dossel da floresta.

Segundo Pontes-Lopes, o conhecimento coletado está sendo utilizado por meio de outras equipes em pelo menos 4 outros estudos, que foram padronizados e colocados no repositório ForestPlots. net, local onde pesquisadores, cientistas e comunidades florestais locais, especialmente as tropicais, podem compartilhar informações.

No entanto, os efeitos a longo prazo das queimadas na Amazônia ainda não são suficientemente quantificados. Um artigo publicado no ano passado, escrito pela primeira vez por Silva, mostrou que, ao longo de 30 anos, mais de 70% das emissões brutas de queimadas florestais se devem ao processo de mortalidade e decomposição da vegetação.

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O artigo Impactos dos incêndios florestais induzidos pela seca no desenho e na dinâmica de uma floresta amazônica central úmida, através dos autores Aline Pontes-Lopes, Camila VJ Silva, Jos Barlow, Lorena M. Rincón, Wesley A. Campanharo, Cássio A. Nunes, Catherine T. de Almeida, Celso HL Silva Júnior, Henrique LG Cassol, Ricardo Dal’Agnol, Scott C. Stark, Paulo MLA Graça e Luiz EOC Aragão, podem ser lidos em https://royalsocietypublishing. org/doi/10. 1098/rspb. 2021. 0094 #d1e1102.

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