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Oeste Notícias

Alunos buscam enriquecer currículo

Publicado em 13 março 2003

Para enfrentar o mercado de trabalho cada vez mais exigente, o universitário precisa buscar meios que o diferenciem. A pesquisa científica, é um desses meios. Ela cresce a cada dia nas universidades e dá oportunidade ao aluno de enriquecer seu currículo. Outra vantagem é na hora de ingressar em um curso de mestrado e pós-graduação. A avaliação que é feita nesse caso tem como pré-requisito os projetos de iniciação. Os trabalhos de iniciação científica estão com uma demanda maior nos últimos anos. O mercado de trabalho para um recém-formado u universitário sem experiência está cada vez mais afunilado. As pesquisas significam um ponto positivo na briga pela vaga no mercado de trabalho, além de uma boa enriquecida no conteúdo bibliográfico da universidade. Segundo o Ph.D em Sociologia Sebastião Chamme, a pesquisa científica é uma forma de auxiliar o aluno a se aproximar da ciência e da investigação. "Muda o olhar do aluno em relação ao método científico e pode ser um pré-requisito para a monografia de conclusão do curso". O que é - O universitário precisa ter interesse e fazer a inscrição no centro de pesquisa da sua universidade, com um tema já definido e um professor para orientá-lo. Órgãos como a fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) auxiliam o aluno com uma bolsa que pode variar entre R$ 250 e R$ 400. Os trabalhos geralmente têm a duração de um ano e, concluídos, são divulgados em revistas de artigos científicos e sites sobre o assunto. As universidades geralmente abrem as inscrições no início do ano. Alunos a partir do segundo ano podem procurar os centros de pesquisa e iniciação científica de seus respectivos cursos. "O trabalho de iniciação científica me ajudou muito na entrevista de mestrado em São Carlos, porque a pesquisa deles era na mesma área que eu pesquisei", conta o ex-aluno do curso de Ciência da Computação da Unoeste Alexandre Pinaffi. Já Aline Cristina Soterroni, que cursa o terceiro ano de Matemática na Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT - Unesp), diz que o aluno que quer seguir com o projeto deve manter média alta de notas, fazer estágios - remunerados ou não -, participar de cursos, seminários e congressos. "Este ano, participei do curso de verão da USP, em São Paulo. No meu caso, como o tema é muito complexo -seu projeto é sobre Equações Diferenciais Parciais -, tenho um orientador, o professor doutor José Roberto Nogueira e um co-orientador, o professor Messias Meneguetti Júnior". Aline conta com uma bolsa-auxílio da Fapesp.