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Jornal de Brasília online

Alternativas contra a Aids

Publicado em 08 fevereiro 2007

Uma nova conquista na pesquisa de alternativas contra a Aids acaba de ser anunciada. Um grupo de cientistas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), dos Estados Unidos, publicou resultados de um estudo que destaca o potencial de defesa de uma proteína produzida pelo próprio organismo. O estudo concluiu que a interleucina 7 protege efetivamente linfócitos T — que atuam na proteção do organismo contra vírus, fungos e algumas bactérias —, evitando que eles morram durante a infecção pelo HIV. A proteína também ajuda a reconstituir o sistema imunológico danificado pelo vírus causador da Aids. O HIV ataca os mecanismos de defesa do corpo, escondendo-se dentro de células do sistema imunológico, os linfócitos T, responsáveis pela imunidade mediada por via celular. Dentro do linfócito, o HIV se multiplica. À medida que a infecção se desenvolve ocorre a apoptose, ou seja, a morte programada dos linfócitos, enfraquecendo o sistema imunológico. E é essa morte celular que os cientistas tentam evitar que ocorra. Amostras tratadas com a interleucina apresentaram menos apoptose nos linfócitos T e houve uma diminuição nos níveis dos marcadores moleculares de infecção. Os efeitos da interleucina-7 variaram de acordo com os pacientes, dependendo do grau da infecção. Os pesquisadores apontam que a proteína poderá ser usada em conjunto com drogas anti-retrovirais, de modo a reconstituir sistemas imunológicos danificados pelo HIV. (Agência Fapesp)