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Alterações Genéticas em Células de Defesa de Pacientes com Depressão: Impacto na Comunicação Neuronal (81 notícias)

Publicado em 01 de abril de 2026

Conexão entre inflamação periférica (no sangue) e sintomas centrais (no cérebro) abre caminho para tratamentos que abordem a inflamação para aliviar sintomas depressivos (imagem: JComp/Freepik)Conexão entre inflamação periférica (no sangue) e sintomas centrais (no cérebro) abre caminho para tratamentos que abordem a inflamação para aliviar sintomas depressivos (imagem: JComp/Freepik)

Neurônios e glóbulos brancos são células com formatos, funções e localizações distintas no organismo. Contudo, uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) revela que, em pessoas com depressão, alguns genes estão desregulados em ambos os tipos celulares. Essa descoberta ressalta a natureza sistêmica da depressão, que impacta não apenas a saúde mental, mas também diversas funções corporais. Publicado na revista Scientific Reports , o estudo abre caminho para a futura criação de exames de sangue que possam identificar o tipo e o grau de depressão.

O estudo, apoiado pela FAPESP, envolveu a análise de mais de 3 mil amostras de sangue de bancos de dados dos Estados Unidos, Alemanha e França . Os pesquisadores identificaram expressões genéticas alteradas nos glóbulos brancos (células de defesa) de pacientes com transtorno depressivo maior. Entre os 1.383 genes analisados, 73 estão relacionados à sinapse neuronal e à transmissão de neurotransmissores. Destes, 18 genes podem distinguir de forma eficaz pacientes com depressão de indivíduos sem o transtorno.

Cada ser humano possui um genoma único, ativando diferentes genes conforme a função e as condições das células, como neurônios e glóbulos brancos. O estudo sugere que pode ser desenvolvido um painel para identificar genes do sistema imunológico presentes no sangue que estão relacionados à depressão. Essa abordagem é promissora, pois a coleta de sangue é menos invasiva do que amostras de tecido cerebral. e e .