Notícia

Jornal de Brasília

Algas brasileiras inibem HIV

Publicado em 25 setembro 2005

Pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF) concluíram que substâncias presentes em algas brasileiras são capazes de inibir o vírus da Aids em meio celular. A substância química extraída durante o estudo mostrou-se eficiente em inibir até 95% da replicação do vírus HIV. Segundo a Agência Fapesp, diferentes tipos de algas foram analisados durante dez anos, entre eles as algas pardas Dictyota menstrualis e Dictyota pfaffii, encontradas, respectivamente, no litoral fluminense e na costa do Atol das Rocas (Rio Grande do Norte). Os pesquisadores retiraram das espécies uma substância química do grupo dos diterpenos polioxigenados. Os autores da pesquisa, com coordenação de Izabel Paixão Frugulhetti e Valéria Laneuville Teixeira, do Instituto de Biologia da UFF, extraíram, das duas espécies, uma substância química do grupo dos diterpenos polioxigenados. Uma das coordenadoras da pesquisa, Izabel Paixão Frugulhetti, do Instituto de Biologia da UFF, explica que, para conseguir inibir o vírus HIV com tamanha eficácia, foi preciso utilizar uma concentração muito maior de diterpenos se comparada com a quantidade necessária de AZT no coquetel contra a aids, cerca de 500 vezes mais. "A grande vantagem é que os diterpenos são substâncias promissoras por não serem tóxicas, diminuindo os efeitos colaterais", ressalta Izabel. Os diterpenos polioxigenados encontrados na algas demostraram baixa toxicidade.