Notícia

Jornal da Ciência online

Alexandre Antonelli: À frente da ciência dos jardins reais

Publicado em 11 janeiro 2019

Por Revista Pesquisa Fapesp

Em 1996, aos 17 anos, Alexandre Antonelli, natural de Campinas, entrou no curso de biologia na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Um chamado à aventura foi irrecusável e seis meses depois ele trancou a matrícula para passar um ano e meio viajando pela Europa de carona e mochila nas costas. Depois percorreu a América Central e conheceu a futura esposa, sueca, em Honduras, quando trabalhavam em uma escola de mergulho. Foi com ela para Gotemburgo, na Suécia, e lá ficou. Recomeçou o curso de biologia na Suécia e fincou raízes na biogeografia, para ver como plantas de regiões neotropicais como a Amazônia evoluíram e conquistaram seus espaços. No doutorado, fez coletas na Amazônia pela primeira vez, em 2003.

Em 2010, após um pós-doutorado na Suíça, voltou para Gotemburgo, contratado como curador do Jardim Botânico da cidade, o maior da Escandinávia, com 16 mil espécies de plantas. Cinco anos depois tornou-se professor de biodiversidade da Universidade de Gotemburgo. Em 2017, ele criou o Centro de Biodiversidade Global de Gotemburgo, atualmente com cerca de 10 milhões de exemplares de animais e plantas.

Aos 40 anos, casado com Anna, gerente de uma clínica psiquiátrica, com três filhos – Gabriel, de 14 anos, Clara e Maria, de 12 – e cidadania brasileira, sueca e italiana, Antonelli estava na Universidade Harvard no final de junho de 2018 como professor visitante quando recebeu um convite para se candidatar ao processo de seleção para o cargo de diretor científico dos Jardins Botânicos Reais em Kew, ou Kew Gardens, em Londres, um dos maiores do mundo. A instituição reúne 22 mil espécies de plantas no jardim e 7 milhões nos herbários, além de 1,2 milhão de amostras de fungos e um banco com 2 bilhões de sementes de quase 40 mil espécies.

Leia na íntegra: [Revista] Pesquisa Fapesp