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Revista PIB online - Presença Internacional do Brasil

Alemanha quer trocar conhecimento científico com o Brasil

Publicado em 24 agosto 2012

Linha de produção de etanol: Brasil é expert na conversão de biomassa O objetivo das visitas foi criar oportunidades de cooperação científica entre pesquisadores da Alemanha e do Brasil. Os alemães oferecem a sua expertise na área de biotecnologia em troca do conhecimento que temos na fabricação de etanol e na conversão de biomassa. A Alemanha lançou em novembro de 2010 um projeto com duração de seis anos, intitulado “Estratégia nacional de pesquisa em bioeconomia 2030”, que pretende utilizar de forma sustentável recursos biológicos, como plantas, animais e microrganismos, para desenvolver novos produtos e processos baseados em biotecnologia para o desenvolvimento da “economia verde”.  Para isso, as 89 universidades, 104 instituições de pesquisa e 531 empresas na área de biotecnologia existentes na Alemanha pretendem intensificar a cooperação internacional com pesquisadores de outros países, como o Brasil.

A delegação esteve na Fundação de Amparo a Pesquisa de São Paulo (Fapesp) e no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), da USP. “O Brasil será um importante parceiro neste projeto. Queremos aprender e trocar experiências em biotecnologia com pesquisadores brasileiros”, disse Henk van Liempt, chefe da divisão de bioeconomia do Ministério da Educação e Pesquisa da Alemanha. Liempt ressaltou o BioInnovationHub, iniciativa tomada em 2011 e que está reunindo experiências dos dois países para o desenvolvimento de projetos de pesquisa e inovação em diferentes temas relacionados à biotecnologia. “O Brasil é um país que sabe diversificar e preservar a natureza ao mesmo tempo em que os biocombustíveis são produzidos, e hoje vemos um esforço dos governos brasileiros na expansão da sustentabilidade para outras áreas”, afirmou van Liempt. “Estamos convencidos de que chegará o tempo em que os combustíveis fósseis se tornarão muito caros, ou mesmo irão desaparecer, de forma que a fonte para a produção industrial estará nos recursos renováveis”, conclui.

Fonte: Agência Fapesp/IPT