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Álcool: brasil pode aumentar produção entre 35% a 40%, diz pesquisador

Publicado em 06 junho 2007

O Brasil precisa virar o jogo do etanol celulósico, a nova fronteira tecnológica na produção de biocombustíveis. A opinião é do pesquisador Carlos Rossel, da Universidade de Campinas (Unicamp).
"O sucesso dos países desenvolvidos se deve a isso. É preciso inovar mais. O número de patentes que temos é praticamente desprezível afirmou durante debate na sala do Projeto Brasil, no Ethanol Summit 2007. Segundo o pesquisador, investir no etanol celulósico significa ganhar em produtividade. "Em uma estimativa conservadora, poderíamos aumentar a produção de etanol de 35% a 40%. Assim, teríamos mais etanol pela mesma quantidade de área plantada", afirmou. Rossel lembra que os Estados Unidos e a União Européia investem em inovação, constituindo-se em centros de tecnologias aplicadas. A simples comparação da quantidade de patentes produzidas demonstra que americanos e europeus dão muito mais atenção ao tema que o Brasil. Precisamos inverter essa situação, disse Rossel.
Segundo o pesquisador, o Brasil possui ferramentas públicas para incentivo à pesquisa tecnológica que, se bem utilizadas, podem dar fôlego à inovação na área dos biocombustíveis. A Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) já consegue combinar pesquisa com inovação tecnológica. Na esfera federal, há um programa da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) que permite ao setor privado acessar, via o site da própria instituição, informações sobre pesquisas desenvolvidas em todo o País. Na visão de Rossel, o país precisa se conscientizar da necessidade de aplicar de maneira efetiva a tecnologia que desenvolve. É possível unir o etanol de sacarose da cana-de-açúcar com a geração de energia da biomassa. Com isso, haveria uma utilização integral da cana, elevando a eficiência e a produtividade da indústria brasileira de etanol, disse. As informações partem da assessoria de imprensa do evento.