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O Serrano

Agronegócio tem pólo de pesquisa em Monte Alegre

Publicado em 08 agosto 2008

A vizinha Monte Alegre do Sul possui um importante centro de pesquisas voltado ao agronegócio. Entre 2000 e 2002 a Estação Experimental do Instituto Agronômico de Campinas - IAC passou por mudanças e se transformou na sede do Pólo Leste da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios – APTA com finalidade de gerar, adaptar e difundir conhecimento para o desenvolvimento sustentável desse segmento considerado estratégico para a economia paulista.

Atualmente onze cientistas fazem pesquisas em diferentes ramos da agricultura, entre eles: melhoramento genético vegetal e animal; técnicas culturais; manejo de sistema sol-água-planta; fitossanidade; biotecnologia; fisiologia vegetal; bancos de germoplasma; nutrição mineral; produção animal; socioeconomia; tecnologia pós-colheita; processamento vegetal e animal; piscicultura; apicultura; cultivo protegido; hidroponia; agricultura orgânica e plantio direto.

Em 1945 decidiu-se pela criação da área de pesquisa em Monte Alegre do Sul. Atualmente são 353 hectares onde são feitos experimentos como o do serra-negrense Luiz Henrique Chorfi Berton, voltado ao controle biológico de ácaros nos cafezais, divulgado na edição de 1º de agosto desse jornal.  Hoje o pólo atende 28 municípios de 4 Escritórios de Desenvolvimento Regional – EDRs.

O trabalho é voltado ao desenvolvimento de novas técnicas, mas a disseminação das descobertas fica por conta dos EDRs, órgãos da CATI que têm contato com as Casas de Agricultura dos municípios. Apesar disso, a diretora substituta Patrícia Helena Nogueira Turco informou que é possível o atendimento direto de agricultores da região. “Muitos produtores nos procuram”, disse.

Explicou que todos os trabalhos em desenvolvimento atendem a demandas regionais. Flávio Fernandes Júnior, pesquisador na área de fitotecnia, disse que o IAC foi responsável pelo lançamento de variedades de pêssego que são cultivadas em todo o estado e foi nacionalmente disseminada pela Embrapa. “O melhoramento dessas variedades ocorreu em Monte Alegre do Sul. Também citou a variedade de morango Campinas que foi absoluta no Brasil por mais de 20 anos, cujas pesquisas ocorreram na estação experimental do município vizinho.

Há outro projeto em andamento. Patrícia Turco conduz um levantamento voltado às boas práticas de manejo na produção de cachaça, um estudo com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – Fapesp. Produtores de 17 cidades da região estão sendo pesquisados, inclusive em Serra Negra. “É um mapeamento total, desde o plantio da cana até o produto final com rotulagem e certificação”, disse. Essa é apenas a primeira etapa da pesquisa que tem o objetivo de conhecer o produtor. A meta final é conseguir uma demarcação regional para a cachaça paulista, como já existe para os vinhos no Rio Grande do Sul.