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AGROdestaque entrevista Adriana Sturion Lorenzi 

Publicado em 17 outubro 2011

  

O Projeto AGROdestaque divulga as contribuições que o egresso da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ) realiza nas Ciências Agrárias, Ambientais e Sociais Aplicadas. Consiste em uma entrevista em formato ping-pong, na qual é possível obter informações sobre o egresso – breve currículo, demandas da área em que atua e opiniões acerca de aspectos relacionados ao mercado profissional.

Além da publicação nos sites da Escola (www.esalq.usp.br/acom/agrodestaque) e da Associação dos Ex-alunos da ESALQ (ADEALQ) (www.adealq.org.br/), o material é disponibilizado como sugestão de pauta aos veículos de comunicação da USP, de Piracicaba e região, bem como aos profissionais da mídia especializada. Segue entrevista com Adriana Sturion Lorenzi, formada em Engenharia Agronômica em 2000.

Atuação profissional

Engenheira Agrônoma formada pela ESALQ, em 2000. Obteve o título de mestre na área de Concentração de Energia Nuclear na Agricultura, pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA/USP), em 2004. Em 2003, durante a finalização de seu mestrado, foi agraciada com o XIX Prêmio Jovem Cientista, concedido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação Roberto Marinho, grupo GERDAU e pela Eletrobrás/PROCEL. Obteve o primeiro lugar na categoria Graduados, cujo tema foi “Água: Fonte da Vida”. Pouco depois de concluir o mestrado, em 2004, foi indicada pelo CNPq e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia para representar o Brasil no 1st World Academy of Young Scientists General Conference (WAYS) em Marrakech, no Marrocos. Em 2008, doutorou-se na área de Concentração Biológica na Agricultura e no Ambiente pelo CENA. Atualmente, é pós-doutoranda da unidade e bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

Você conquistou o primeiro lugar na categoria Graduados do XIX Prêmio Jovem Cientista com o trabalho de detecção de espécies de cianobactérias potencialmente tóxicas. O que são essas cianobactérias? Que mal elas causam nas represas? Como a pesquisa pode ajudar a preservar as represas?


Cianobactérias são micro-organismos fotossintéticos oxigênicos que estão presentes em todo o planeta. Em condições favoráveis, com alta concentração de nutrientes, principalmente fósforo e nitrogênio, podem apresentar crescimento acelerado e produzir cianotoxinas. Toxinas produzidas por cianobactérias são de extrema relevância para a saúde pública, pois podem estar presentes na água utilizada para abastecimento doméstico, pesca ou lazer. Podem atingir as populações humanas, provocando efeitos adversos, dependendo de seu tipo, concentração e da via de contato. No estudo vencedor do XIX Prêmio Jovem Cientista foram utilizados métodos moleculares que visavam à detecção precoce de cianobactérias tóxicas em reservatórios de abastecimento de água, e forneceram novas ferramentas para auxiliar a tomada de decisões dos órgãos responsáveis pelo gerenciamento da qualidade de água em nosso país.

Que tipo de profissional o seu mercado espera?


O pesquisador precisa, acima de tudo, alimentar um interesse constante para decifrar os enigmas e superar os desafios impostos pelas necessidades da humanidade. Suas pesquisas devem ser desenvolvidas de maneira consciente, apresentando responsabilidade e ética social e política. Paciência, criatividade, coragem para romper paradigmas e, principalmente, persistência são virtudes fundamentais em um pesquisador, assim como a busca incessante pelo conhecimento, nutrida por um espírito crítico e empreendedor.

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