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Jornal Primeira Página

Agricultura capacita startups para atuarem no agronegócio

Publicado em 18 novembro 2020

Por Da redação

Treinamento foi realizado pelo Governo do Estado om o intuito de auxiliar mestrandos, doutorandos e pós doutorandos na jornada empreendedora de transformar promissores resultados de pesquisa científica em ideias de negócio, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo realizou a segunda edição do Programa de Treinamento de Startups. Ao todo, 13 equipes participaram do treinamento encerrado no início do mês e oferecido pela Rede de Núcleos de Inovação Tecnológica da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Rede), em parceria com o Agro polo Campinas — Brasil, plataforma interinstitucional fundamentada no conceito de inovação colaborativa. As equipes contaram com pós-graduandos, pós-doutorandos e pesquisadores do Instituto Agronômico (TAC), Instituto Biológico (IB), Instituto de Economia Agrícola (IEA), Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), Instituto de Zootecnia (17) e APTA Regional.

O treinamento foi ministrado por Flávio Grynszpan, consultor especializado em inovação e um dos coordenadores do curso PIPE-Empreendedor, desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), no âmbito do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas. Grynszpan é também parceiro do Instituto Agronômico (IAC) em projetos voltados ao fomento do empreendedorismo ec ao desenvolvimento de negócios com foco no agro ec interface com alimentos, saúde, bioenergia e produtos químicos. Segundo Grynszpan, O treinamento faz com que os pesquisadores e pós-graduandos saiam de seus laboratórios vão às ruas conversar com seus potenciais clientes para verificar se de fato a ideia de negócio deles é de interesse de quem poderá consumir o produto ou serviço. “ Quando você desenvolve pesquisa dentro de uma instituição, você ou a instituição define que é prioridade a ser pesquisado. Quando você monta um negócio isso muda, pois é o cliente que manda. O dono do negócio é o cliente ”, explica.

Se o cliente manda no negócio, o jeito é ouvir O que ele tem a dizer, por isso, Grynspzan faz com que os empreendedores realizem entrevistas até terem a certeza de que seu negócio resolve o problema, a dor, do cliente. Se a resposta for positiva, vale o investimento de tempo e recursos financeiros. Se não for, o jeito é mudar o negócio. O consultor especializado em inovação explica que o desenvolvimento de startups é um caminho alternativo para transferir tecnologia ao setor produtivo. Sc antes as tecnologias desenvolvidas pelos Institutos cram apenas oferecidas para as empresas já estabelecidas no mercado, hoje, é possível criar startups para que esses resultados inovadores cheguem de forma mais rápida ao seu destino.