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Agricultura brasileira de A a Z

Publicado em 12 junho 2007

Por Thiago Romero, Agência FAPESP

Após 18 anos de pesquisas, Esalq conclui série de seis volumes da Enciclopédia Agrícola Brasileira. São mais de 18 mil verbetes em ordem alfabética que mostram o avanço do conhecimento das ciências agrárias no Brasil 

Uma referência histórica dos trabalhos desenvolvidos na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) desde sua criação, em 1901, até pesquisas mais recentes que contribuíram para o avanço do conhecimento das ciências agrárias no Brasil.
Essa foi a melhor definição encontrada por Aristeu Mendes Peixoto, professor aposentado do Departamento de Zootecnia da Esalq, para a Enciclopédia Agrícola Brasileira, cujo sexto e último volume que contém os verbetes entre S e Z acaba de ser lançado pela Editora da Universidade de SP (Edusp).
A elaboração da enciclopédia, cujos volumes foram fragmentados pelas letras A-B, C-D, E-H, L-M, N-R e S-Z, teve início em 1989. Até 1998, a elaboração da obra foi coordenada pelo pesquisador da Esalq Julio Seabra Inglez de Sousa, quando Peixoto passou a liderar o projeto.
"A extensão de seus serviços à comunidade é uma das missões das Universidades e institutos de pesquisas. A enciclopédia resulta de 18 anos de pesquisas que contribuíram para o desenvolvimento do setor agronômico no país. São mais de 18 mil verbetes em ordem alfabética distribuídos nos seis volumes, que têm 500 páginas cada", disse Peixoto à "Agência Fapesp".
Segundo ele, a enciclopédia, escrita em linguagem técnico-científica, é destinada tanto a pesquisadores interessados em novas linhas de pesquisa como a pequenos e médios produtores que desejam ingressar em novas atividades da agricultura ou pecuária. Os verbetes são ilustrados com gráficos, fotos e desenhos.
"Cada verbete representa um assunto, que pode ser desde definições de palavras e expressões da pesquisa agronômica até técnicas e processos utilizados por profissionais das ciências agrárias", explica. Todas as culturas agrícolas praticadas no Brasil, com destaque para cana, café, algodão e milho, são contempladas. O trabalho de coleta dos dados foi realizado por aproximadamente 120 mil professores e pesquisadores da Esalq e de outras instituições, entre elas o Instituto Agronômico de Campinas, o Instituto Biológico, o Instituto de Tecnologia de Alimentos, o Instituto Florestal, o Instituto de Zootecnia e a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati).
"A obra enfoca sempre os aspectos econômicos da agricultura, de modo a permitir a utilização de seus produtos na alimentação ou em processos industriais", afirma Peixoto, que foi diretor da Esalq entre 1979 e 1982.
"A finalidade é dar uma orientação segura às atividades da economia rural, tornando mais rápido e dinâmico o conhecimento de temas estratégicos como o etanol, por exemplo, que é abordado do ponto de vista químico e também de sua aplicação prática como combustível", disse.
Mesmo inacabada, em 1996 a Enciclopédia Agrícola Brasileira ganhou o Prêmio Jabuti, na área de Ciências Exatas e Tecnologia, e o Prêmio Clio de História, em 2005, por sua contribuição ao conhecimento agrícola brasileiro.
Mais informações: http://www.edusp.com.br
(Agência Fapesp, 12/6)