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UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

Agrener abre oitava edição

Publicado em 13 dezembro 2010

Por Hélio Costa Júnior

"Independentemente de defendermos ou não a estrutura energética atual, vai chegar um momento em que a sociedade terá que ser sustentável. Ser sustentável começa pelo fato que você deverá produzir a energia que utilizar no seu dia-a-dia". Foi o que disse o professor Marco Aurélio Pinheiro Lima, diretor do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), durante a sua palestra "A Expansão da Produção Sustentável de Biocombustíveis para o Desenvolvimento Econômico Social do Brasil". Ela abriu, na manhã desta segunda-feira (13), a série de debates que ocorrerão durante a realização do 8º Congresso Internacional sobre Geração Distribuída e Energia no Meio Rural, que tem como tema central "Expansão da Produção de Biocombustíveis na Região Centro-Oeste do Brasil". O Congresso prossegue até quarta-feira (15), no Centro de Convenções da Unicamp. O evento é organizado pelo Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe) da Unicamp.

O diretor do CTBE disse que estar em uma universidade como a Unicamp é sempre prazeiroso, principalmente porque ela está se preparando para esse tipo de discussão. Segundo Lima, há inúmeras iniciativas dentro da universidade caminhando ao desafio de formar pessoas capazes de conduzir, de maneira adequada, uma discussão sobre energia no planeta. Para ele, o Brasil tem uma história muito virtuosa que coloca o país em uma posição muito privilegiada. "O Brasil participa de fóruns internacionais e é muito respeitado pelo seu passado adequado, principalmente quando o assunto é sobre fontes renováveis".

Já para o professor da Unicamp e coordenador do Agrener, Luiz Augusto Barbosa Cortez, "é muito importante para a Universidade olhar e planejar a região Centro-Oeste para saber de que maneira a questão dos biocombustíveis vai se dar de forma sustentável". Cortez afirmou na abertura do congresso que o Agrener tem a responsabilidade de garantir uma política de eletrificação e de atendimento em relação à energia elétrica às comunidades, sobretudo aos menos assistidos.

Após dar as boas-vindas aos participantes o reitor da Unicamp, professor Fernando Costa, falou sobre a importância do evento. "O congresso é importante para o país porque ele mostra, de uma maneira clara, qual o papel da universidade e de que maneira ela contribuir para o progresso. O Agrener nos dá a possibilidade de mostrar a nossa matriz energética, que tem uma história de sucesso. Nós precisamos investir na área de uma maneira significativa. A iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia, da Fapesp e do Laboratório de Luz Síncrotron (LNLS), faz com que o desenvolvimento seja constante e significativo. A Unicamp já faz isso de maneira centralizada em vários de seus centros e núcleos de pesquisa. Agora, devemos concentrar as pesquisas em um novo Laboratório, que está prestes a ser inaugurado. Nele, as pesquisas irão além dos aspectos básicos da bioenergia".

A mesa de abertura, além de Fernando Costa e de Cortez, foi composta pelo professor Mauro Donizeti Berni, coordenador-associado do Nipe, e por Marcos de Souza Queiroz, que representou a professora ítala Maria D"Otavianno, coordenadora dos Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa (Cocen) da Unicamp.