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DCI

Agência estuda apoio à indústria aeronáutica

Publicado em 18 abril 2007

Por Paula Andrade

O governo está estudando formas de fortalecer o setor aeronáutica brasileiro. De acordo com a Agencia Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a idéia e ajudar as companhias brasileiras a seguir o exemplo da Embraer.

"Queremos que o setor seja tão grande quanto a Embraer também no segmento de fornecimento de peças" destacou a consultora da diretora de Inovação e Tecnologia da Abdi, Rosane Marques. Há também estudos para rever carga tributária do setor.

"Apesar do desempenho favorável para a inserção brasileira no mercado global que mostra o desenvolvimento da Embraer, o setor apresenta algumas deficiências. Considerando-se a sua cadeia produtiva, existem poucas empresas brasileiras, aproximadamente 60, na cadeia de fornecimento que possui grande dependência de empresas estrangeiras, principalmente na produção de sistemas complexos, tais como aviônicos e propulsão, além de outros", comenta a consultora.

"Queremos mudar isso".

Estudos da Abdi mostram que a considerando a evolução histórica do desenvolvimento do setor, a consolidação no mercado internacional inicia-se como sucesso do modelo EMB 120 Brasília no mercado americano durante a década de 1980, chegando a compor aproximadamente 40% da frota de aviões regionais americanos.

Na década de 1990, o maior sucesso de vendas foi o modelo ERJ 145, atingindo a quota 1.000 aviões em operações no mundo em 2006.

Atualmente, os indicadores econômicos do setor aeronáutico representam aproximadamente 90% do total do setor aeroespacial que inclui espaço defesa, sendo a Embraer responsável por 80% desse total, aproximadamente. As receitas aumentaram de US$ 3 bilhões, em 2002, para US$ 4,3 bilhões em 2005, sendo que a participação no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro apresentou uma pequena redução.

 Apoios

Para melhorar o desempenho econômico, o setor conta como apoio financeiro do banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Financiadora de Estudos

Projetos (Finep) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para pesquisa e desenvolvimento, financiamento de aviões e comércio exterior. No entanto,

Governo não descarta hipótese de criar um sistema tributário diferenciado para incentivar os investimentos.

"Uma das questões que estamos discutindo é a política tributária do setor e a possibilidade de criar um sistema especial" comentou Rosane Marques.