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Agência de desenvolvimento incentiva startups paulistas

Publicado em 06 agosto 2019

A produção de hortaliças sem a utilização de pesticidas ganhou um apoio importante no Estado de São Paulo desde que o Fundo Inovação Paulista (FIP) anunciou, no mês de julho, um aporte de R$ 2 milhões para a criação da primeira fazenda vertical urbana da América Latina.

Idealizado pela Agência de Desenvolvimento Paulista Desenvolve SP e gerido pela SP Ventures, o FIP – um dos cinco dos quais a agência participa – é considerado um dos mais ativos do mundo com foco no impulsionamento de AgTechs (startups de tecnologia para o agronegócio) e investiu R$ 105 milhões em 20 empresas entre os anos de 2017 e 2018.

Um dos objetivos da agência é investir nos Fundos de Investimento em Participações para incentivar a inovação a partir de projetos com alta potencialidade de gerar impactos positivos para a sociedade. Os aportes realizados fortalecem o desenvolvimento da região que é conhecida como AgTech Valley, uma referência ao Vale do Silício dos Estados Unidos, que abriga algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo.

“É um exemplo da união do investimento público, dos centros de pesquisas e da iniciativa privada. As conquistas que a tecnologia traz para a agricultura e para a economia são diversas. Temos produções cada vez eficientes, sustentáveis, com menos perdas e mais qualidade”, informa a Desenvolve SP.

O aporte de R$ 2 milhões feito pelo FIP em julho beneficiou a Pink Farms, empresa criada em 2016 com a proposta de oferecer legumes e verduras de qualidade que agora vai construir uma fábrica para produzir hortaliças em alta escala e planeja aumentar seu portfólio.

Segundo a agência – que tem a expectativa de obter , em 2021, R$ 420 milhões de retorno do montante investido nos dois últimos anos – são inúmeras as conquistas econômicas e sociais contabilizadas a partir desses fundos.

Linhas de crédito

Além do Fundo de Inovação Paulista – que conta com a parceria da Fundação de Amparo à Pesquisa do estado (Fapesp), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Sebrae-SP, do Banco de Desenvolvimento da América Latina e Jive Investments – a Desenvolve SP participa de outros quatros fundos.

O Fundo Aeroespacial é o único dos quais a Desenvolve SP participa ainda aberto para receber propostas (pitchs). Esse fundo investe em pequenas e médias empresas dos setores aeronáutico, segurança, defesa e integração de sistemas. No site www.desenvolvesp.com.br/ há um link para inscrições, que podem ser realizadas até setembro.

Há ainda o Fundo Performa SC-I, voltado a empresas de tecnologia direcionada a serviços; o Fundo BBI Financial I, com foco na área de saúde; e o Fundo CRP Empreendedor, que é multisetorial, mas prioriza setores propulsores de inovação como petróleo e gás, bens de capital, energias renováveis, nanotecnologia, biotecnologia e novos materiais.

A Desenvolve SP também disponibiliza linhas de crédito específicas para projetos de inovação, tanto para startups quanto para empresas já consolidadas, com taxas de juros competitivas e prazo de até 10 anos para pagamento, incluindo a carência. Conforme a agência, a ideia é ajudar a tirar essas ideias do papel e torná-las realidade, fortalecendo a economia e trazendo soluções para a população paulista.

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