Notícia

Globo Rural

Aditivo - Combustível de caju

Publicado em 01 fevereiro 2004

O nome até parece um palavrão. O 3-PDP (Peniadecilfenol), uma substância conhecida como cardanol, extraída do liquido da castanha de caju, em breve estará na composição de aditivos para a gasolina. De acordo como professor José Osvaldo Carioca, da Universidade Federal do Ceará, o componente é menos poluente e tóxico do que os aditivos fabricados à base de petróleo. Além disso, é renovável e apresenta melhor desempenho por preservar as qualidades do produto, como cor e estabilidade térmica. Para se extrair o 3-PDP, o líquido da castanha de caju é aquecido a 180 graus centígrados e então é purificado através de um processo de destilação especial. A partir de março de 2005, a empresa Adinor - Aditivos do Nordeste S.A., irá produzir em larga escala o aditivo que, segundo Carioca, terá como grande comprador a Petrobras. Ainda não foi estabelecido um preço, mas os produtos equivalentes a esse aditivo variam de 3 a 5 dólares o quilo. Atualmente, 25 mil toneladas do líquido de castanha de caju são exportadas in natura para os Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra e Japão, que o utilizam para a produção de resina, empregada na indústria automobilística para a fabricação de lonas de freio. ECONOMIA NA PULVERIZAÇÃO Um software ajuda no combate à podridão floral dos citros, doença causada pelo fungo Colletotrichum acutatum que provoca a queda dos frutos e a perda de até 80% da produção. Desenvolvido pela engenheira agrônoma Natália Aparecida Rodrigues Peres, sob a coordenação do professor Nilton Luiz de Souza, da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp - Universidade Estadual Paulista, em Botucatu, SP, o software é capaz de indicar qual a data e a quantidade certas para a aplicação de fungicidas. A utilização do sistema PFD-FAD é simples. O produtor deve ter um computador ligado à internet e acessar o site http:/infotech.ifas.ufl.edu/disc/pfd/. Lá o usuário pode escolher o idioma português para entrar no software e responder a perguntas sobre a intensidade, o estágio e os riscos da pré-florada, além das condições climáticas. O programa calcula, então, se há necessidade de pulverizara plantação. Quem vem utilizando o sistema consegue economia de cerca de 200 reais por hectare em aplicações de fungicidas. O projeto teve financiamento da Fapesp - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e as parcerias da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, e da Citrovita, empresa do grupo Votorantim.