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Adequação técnica de extintor pioneiro é feita com apoio do IPT

Publicado em 17 fevereiro 2008

Para agregar valor aos produtos e se tornarem cada vez mais competitivas no mercado externo, pequenas e médias empresas estão investindo em pesquisa e desenvolvimento, buscando a inovação tecnológica. Essa é uma premissa que o Programa de Apoio à Exportação (Progex) do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) acredita e apóia nos atendimentos às empresas que desejam conquistar novos mercados. Como é o caso da Delfire - fabricante do seguimento de segurança contra incêndios - que acaba de concluir o processo de adequação do primeiro extintor de plástico para automóveis no mundo.

Desenvolvido em polímero de engenharia estrutural, a finalidade do lançamento, segundo Augusto Delgado diretor da Delfire, é substituir os extintores de aço e impedir a recarga ilegal. "O produto é mais uma inovação de polímero desenvolvido a partir de profunda pesquisa de engenharia. Com esse lançamento, estaremos seguindo a tendência mundial do exigente setor automobilístico. Tínhamos conhecimento da carência do mercado e das fraudes nas recargas de manutenção. O nosso extintor proporciona um desempenho superior ao aço - nas reivindicações referentes aos extintores de incêndio P1 - graças a sua disposição geométrica e, por ser descartável, garante a não recarga", explica Delgado.

Adequação

Para a adequação do extintor com recipiente em plástico o Progex realizou levantamento e estudo sobre os requisitos de desempenho estabelecidos nas normas e no Inmetro. "Encontramos no Progex fatores importantes para a realização do trabalho de adequação do nosso produto. Além da questão financeira há também o conhecimento e a grande habilidade dos extensionistas. Tivemos todo um suporte técnico para montar uma metodologia específica de ensaio que pudesse atender as expectativas de desempenho e segurança - isso foi fundamental para a conquista da certificação", declara Delgado.

Buscando a viabilidade técnica de exportação, o extintor da Delfire passou por testes e ensaios - coordenado pelos técnicos do Progex/IPT - exigidos pelas normas técnicas. Dentre eles, destacam-se: Ensaio de pressão hidrostática, NBR 10721/2005; Ensaio de verificação de pressão de ruptura do cilindro do extintor, NBR 19097/2004; Caracterização da composição química de componente plástico de extintor de incêndio, NBR 10721/2005; Exposição ao intemperismo artificial, ASTM G 55 e NBR 10721/2005; Verificação da resistência à queda, NBR 0721/2005; Envelhecimento térmico, NBR 10721/2005; Ensaio de vibração e descarga na posição de uso, NBR 10721/2005.

Inovação rumo ao exterior

Dárcio Fragoso, engenheiro extensionista do Progex, responsável pelo atendimento à empresa Delfire, enfatiza a importância do apoio às empresas para incentivar a pesquisa e desenvolvimento. "Produtos com valor agregado principalmente por incorporar inovação tecnológica, possibilitam aumentar os índices de exportações da empresa e também beneficia o setor e a indústria brasileira", enfatiza.

Com a conclusão do trabalho de adequação, o extintor de incêndio de plástico, DEL-1, conquistou as certificações necessárias e a empresa já espera os resultados da comercialização. "Estamos observando um crescimento considerável na área automobilística, nossas expectativas são muito promissoras. A previsão é para meados de 2008 estarmos implantando o produto no Brasil e partimos para as Américas, Europa e Ásia. Já prospectamos com as montadoras multinacionais e todas demonstraram interesse na implantação do extintor em suas diversas linhas pelo mundo", afirma Delgado.

Sobre o Progex

Criado em 1999, com a finalidade de prestar assistência tecnológica às micro, pequenas e médias empresas que pretendem ser exportadoras ou àquelas que desejam melhorar o desempenho no mercado externo. É uma parceria entre o Sebrae/SP, o IPT, a Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo. Desde 2001 é um programa nacional, com a cobertura do MCT e Finep, em parceria com o MDIC e a Camex. (Pamela Gouveia é bolsista do Programa Mídia Ciência da Fapesp no IPT)