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A Tribuna (AC) online

Acre e Mato Grosso integram pesquisas

Publicado em 18 julho 2009

Uma parceria entre a Faculdade de Engenharia da Universidade Estadual Paulista (Unesp/campus de Guaratinguetá), Embrapa Acre, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Universidade Federal do Acre (Ufac), Universidade de Brasília (UnB), Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Washington, Serviço Florestal Americano e outras instituições nacionais e internacionais, está permitindo o desenvolvimento de pesquisas inéditas sobre os impactos da retirada da floresta e do uso do fogo, sobre vários aspectos do meio ambiente, no bioma Amazônia.

Em quatro anos o projeto “Combustão de Biomassa de Florestas Tropicais”, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), vai investir cerca de dois milhões de reais em pesquisas relativas aos efeitos das queimadas e suas emissões nos municípios de Cruzeiro do Sul e Rio Branco (AC) e Alta Floresta (MT). Segundo o pesquisador da Embrapa Acre, Falberni Costa, os estudos serão realizados a partir de testes de derruba e queima controlada em áreas rurais, obedecendo à legislação ambiental. “Esta metodologia permitirá resultados mais precisos sobre estes aspectos, que poderão subsidiar políticas públicas para o manejo adequado da floresta”, explica.

No Acre serão realizados dois testes de queimadas e o primeiro está previsto para setembro de 2010. Entre 23 de junho e 11 de julho pesquisadores da Unesp, Inpe, Embrapa e Ufac estiveram em Cruzeiro do Sul, realizando as primeiras atividades do projeto, envolvendo a demarcação da área experimental, inventário florestal e amostragens de solo. A visita dos parceiros ao Acre também incluiu ações de divulgação do projeto junto a diversos públicos.

Caráter multidisciplinar

Na terça-feira (14), alunos do curso de engenharia florestal da Universidade Federal do Acre e profissionais da área participaram de palestra com o coordenador geral do projeto, João Andrade de Carvalho Júnior, professor da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá (FEG/Unesp), para conhecer as propostas de trabalho, objetivos e resultados esperados, além de outras experiências de pesquisa nesta mesma linha. “Nossa intenção é atrair novos parceiros para as pesquisas e incentivar a participação de estudantes universitários em trabalhos de iniciação científica no âmbito do projeto”, afirma Carvalho Júnior.