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Hoje em Dia

Acordos são mais ágeis do que a Justiça

Publicado em 17 janeiro 2000

No caso do registro de domínios, brigar não é o melhor caminho. "Uma decisão costuma levar anos", conta o advogado Gilberto Almeida, especializado em Direito na Internet. A Brazil Connections dá a dica para quem cobiça o domínio alheio. "Se você tem uma marca, corra para reservar seu domínio o quanto antes. Ou então reze para Jesus", aconselha Ricardo Monteiro. O próprio Messias já foi protagonista numa batalha. Um dos sócios da Impex Comunicação, dona do domínio jesus.com.br, Sérgio Chilvarguer, afirma que alguns cristãos ofereceram R$ 1milhão para que o domínio fosse transformado num culto mais efetivo ao filho de Deus. "Não aceitei porque se eles ofereceram isso deve valer muito mais", conta, infringindo no peca do da ganância, mas acumulando pontos no quesito visão empresarial. Enquanto o Juízo Final não vem, Sérgio corre o risco de Ficar milionário, já que também é dono do domínio deus.com.br. Se considerarmos que o business.com foi vendido por US$ 7 milhões, a estratégia é boa. A Ypisis Bitsen, responsável pela marca Teletubbies, levou um susto ao saber que no endereço www.teletubbies.com.br não há nenhuma pista dos gorduchinhos Tinky Winky, Po, Laa-Laa e Dipsy. Responsável pelo registro, a empresa WebTop, que também atende pelo nome de Bonna Pàes e Doces ou Nelson Juarez de tampos Tempobono parece ser profissional no assunto. Na mesma tacada, registrou o domínio danielamercury.com.br. Problemas assim são uma pedra no sapato da Fapesp. "Isso é pior que especulação imobiliária, é falta de caráter", esbraveja o professor Hartmut Glaser, coordenador Rede ANSP da Fapesp. Ele admite que há brechas no sistema de cadastro mas acha que não cabe à Fapesp resolver o problema.