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A Tarde (BA) online

Acordo prevê cooperação científica entre o Brasil e Reino Unido

Publicado em 15 setembro 2009

Por Claudio Bandeira

Acordo de cooperação científica, assinado hoje, permitirá o apoio da Fapesp e Conselhos de Pesquisa do Reino Unidos (RCUK) a projetos cooperativos propostos por pesquisadores britânicos e brasileiros. Participaram da cerimônia de assinatura o ministro da ciência britânico, Lord Drayson, o presidente dos RCUK, Ian Diamond, o secretário de Estado britânico Peter Mandelson e o diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz.

O presidente da Fapesp, Celso Lafer, afirmou que "a dimensão da internacionalização é ingrediente importante no aprofundamento da cooperação da Fapesp com instituições britânicas e é uma forma de criar um processo de integração e trabalho conjunto de pesquisadores de São Paulo e do Reino Unido."Ian Diamond disse que a iniciativa demonstra o compromisso dos RCUK de expandir oportunidades para que cientistas de nível internacional possam trabalhar em excelentes projetos.

Segundo a Fapesp, o acordo prevê a apresentação de propostas de pesquisa diretamente por pesquisadores do Reino Unido em associação com pesquisadores de instituições de ensino superior e pesquisa sediadas no Estado de São Paulo aos Conselhos vinculados aos RCUK.

De acordo com as normas que serão divulgadas em breve, a mesma proposta deverá ser submetida à Fapesp, que participa do processo de avaliação dos projetos. Segundo o acordo, os gastos a serem financiados pelas duas instituições deverão ser compatíveis com as linhas de fomento existentes nos Conselhos de Pesquisa do Reino Unido e da Fapesp.

Carlos Alfredo Joly, coordenador do Programa Biota-FAPESP, que fez doutorado na Universidade de Saint Andrews e pós-doutorado na Universidade de Londres, tem conduzido projetos de pesquisa em parceria com pesquisadores do Reino Unido que objetivam a entender melhor o impacto das mudanças climáticas na perda da biodiversidade.

"No Projeto Temático, que conduzimos pelo gradiente altitudinal na Mata Atlântica, temos trabalhado com pesquisadores do Reino Unido para adaptar e desenvolver novas equações que permitam estimar os estoques de carbono na floresta. O acordo que será assinado representa uma oportunidade excelente de ampliar o escopo de nossa cooperação e de estimular um intercâmbio mais intenso entre estudantes e grupos de pesquisa", disse Joly.

Os pesquisadores John Lucas, do centro de pesquisa agrícola do Reino Unido Rothamsted Research, Joshua Brickman, da Universidade de Edimburgo, Yadvinder Mahli e Terezinha Nunes, ambos da Universidade de Oxford, apresentaram projetos de pesquisa desenvolvidos em colaboração por cientistas dos dois países.