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Todo Dia (Americana, SP)

Acordo de têxteis de SP é fechado

Publicado em 14 dezembro 2005

Por Fernanda Moraes - Região
Os trabalhadores da categoria têxtil do Estado de São Paulo terão reajuste salarial de 7%. O valor representa a cobertura total da inflação e aumento real de 1,58%, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis de Americana, Antônio Martins.
Para os trabalhadores pertencentes as empresas filiadas ao Sinditec (Sindicato das Indústrias Têxteis de Americana, Santa Bárbara d'Oeste, Nova Odessa e Sumaré), entidade patronal, ficou estabelecido um reajuste de 7% a partir de 1º de novembro de 2005, aplicado até o teto salarial de R$ 4.815,00. Para os trabalhadores com salários acima deste valor, deverá ser garantido um aumento de R$ 337,05.
Para os que trabalham nas empresas filiadas ao Sinditêxtil (Sindicato das Indústrias Têxteis do Estado de São Paulo) ficou definido que os salários praticados no setor serão reajustados 5,5% retroativo a 1º de novembro de 2005, até o teto de R$ 4.815,00. Acima deste valor o aumento fixo será de R$ 264,83. Em 1º fevereiro de 2006, esse percentual será complementado com um novo aumento de 1,5%, que deverá ser calculado sobre os salários vigentes em 31 de outubro de 2005, totalizando, portanto, a partir da segunda parcela, um aumento salarial total de 7%. As empresas que já haviam fechado a folha de pagamento de novembro poderão efetuar o pagamento das diferenças no mês de dezembro.
Os benefícios também estão relacionados quanto ao ganho dos trabalhadores no PPR (Programa de Participação nos Resultados). Pelo Sinditec, as empresas que não implantaram o programa pagarão R$ 300 a título de PPR. O valor, segundo Martins, será dividido em duas parcelas iguais com pagamento nos meses de março a setembro. O PPR registrou um aumento de 18,7%. No caso da Sinditêxtil, as empresas que deixarem de implantar o programa pagarão, em julho de 2006, a título de multa, 15% do salário do trabalhador, observando o valor mínimo de R$ 125 e o teto salarial de R$ 2.950,00
De acordo com a última pesquisa divulgada pelo Pintec (Pesquisa de Inovação e Tecnologia) feita pela FAPESP, a cadeia produtiva do setor têxtil e de confecção aponta índice inferiores aos concorrentes internacionais. O Estado de São Paulo está abaixo da média do Brasil. De janeiro a setembro de 2005, o saldo da balança comercial deste segmento foi de US$ 16,94 milhões no Estado de São Paulo. Este resultado significa uma queda de 72,83% em relação ao mesmo período do ano passado.