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G1

Acompanhe a correção das provas de história e química da Unicamp

Publicado em 11 janeiro 2010

A prova de química da segunda fase da Unicamp foi considerada difícil pela maioria dos professores de cursinho ouvidos pelo G1. No caso de história, as questões tinham grau de dificuldade de médio para difícil.

Os exames foram aplicados nesta segunda-feira (11). Os candidatos responderam a 12 questões por disciplina. A abstenção foi de 8,8%: dos 14.706 aprovados, 1.292 faltaram. A segunda fase vai até a próxima quarta.

Confira as provas de história e química da segunda fase da Unicamp

Veja os comentários por disciplina:

História

Nessa prova, a parte de história geral dominou: foram 7 das 12 questões. Entre elas, predominaram as da parte contemporânea, segundo Lucas Kodama Secco, professor do Anglo. "Foram cobradas três dessa fase, uma de história antiga, duas de média e uma de moderna. Os temas também eram clássicos", diz. Ele ressalta que o exame exigiu muita interpretação de texto.

Fábio de Sá Cavalcanti, do Cursinho da Poli, ressalta que a prova foi clássica e abordou aspectos da história geralmente aprendidos em qualquer curso de história. História moderna e contemporânea. "Para aqueles que não têm conhecimento específico, o tempo foi curto para a prova, que teve nível de médio para alto."

Para Antônio Carlos da Costa Ramos, professor do curso Etapa, a prova de história teve nível médio de complexidade, foi bem elaborada, porém, trabalhosa. "Exceto nas questões 16 e 17, não era preciso ter conhecimento histórico para responder os primeiros itens das questões. Bastava ler o texto apresentado", avalia. Ainda segundo Ramos, o exame cobrou conteúdo de todos os períodos históricos.

Na opinião do professor Daily de Matos Oliveira, do Objetivo, a prova foi complicada pela extensão e quanto ao conteúdo exigido. "Todos os itens "a" eram bastante simples, basicamente bastava reproduzir informações do texto. O problema estava nos itens "b". Praticamente todos tinham grau de dificuldade elevado", opina. Em algumas questões, como na 16, o conteúdo exigido não é discutido no ensino médio. "Além de muito conteúdo, a prova exigiu habilidade redacional", finaliza. Daily também considerou que o tempo dado aos candidatos para resolver a prova foi "apertado".

Química

Para o professor João Usberco, do Anglo, a prova foi bem abrangente e contextualizada, só que muito trabalhosa e com bastante cálculo. "Para o pessoal de humanas, foi uma prova muito difícil. Para quem é de exatas, o nível foi de médio para alto." Na opinião dele, a prova, que cobrou questões de radioatividade, pH, eletroquímica, química orgânica (polímeros) e aquecimento global, estava mais difícil do que em anos anteriores.

Marcio Ferreira de Novaes, professor de química do Cursinho da Poli, discorda. Segundo ele, a prova foi mais simples do que em anos anteriores. "As respostas de alguns itens estavam no próprio enunciado."

Édison Camargo, professor do curso Etapa, considerou que 75% das questões eram difíceis. "Não foi uma prova de química tradicional. Baseada em artigos da revista Fapesp [Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo], se tratou de uma prova moderna e que ajuda o indivíduo a entender a química usada na indústria, no meio ambiente e na saúde", avaliou.

O professor do curso Objetivo, Alessandro Nery, considerou o exame difícil e trabalhoso. As questões tinham partes de textos da revista da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), lembrou, e então os candidatos precisavam interpretar os enunciados. "Não se tratou de uma prova de química de laboratório", disse. "Em duas questões, quem não resolvesse o item "a" não conseguiria fazer o "b"", acrescentou. Ainda conforme o professor, o enunciado da questão 4 tinha um problema de interpretação.

Vagas

Neste ano, o vestibular da Unicamp teve número recorde de inscritos: 55.484 candidatos, que vão disputar 3.444 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp).