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Correio Popular

Acesso à leitura marca debate do 14º Cole

Publicado em 22 julho 2003

Expectativa é atrair 25 mil visitantes ao evento, o maior do gênero no País e que é realizado na Unicamp Nice Bulhões - Da Agência Anhangüera - nice@roc.com.br O 14° Congresso de Leitura do Brasil (Cole) começa às 10h de hoje, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com a perspectiva de enfatizar a questão do acesso à leitura e à educação, sem repetir a ladainha de que o brasileiro não lê ou não gosta de ler. Considerado o maior da América Latina na área educativa, o Cole contará com a participação de aproximadamente 1,5 mil profissionais inscritos de todos os Estados brasileiros, da Argentina e do Paraguai, que apresentarão seus trabalhos ao longo da programação. Dos 250 convidados, 20 deles são internacionais, provenientes da França, Portugal e da Itália. Simultaneamente ao Cole ocorrem a 5ª Feira de Leitura e Artes de Campinas e o 2º Congresso da História do Livro e da Literatura no Brasil. Aproximadamente 25 mil pessoas devem transitar pelo Ginásio Multidisciplinar da Unicamp nesses quatro dias, sendo cerca de 5 mil delas para participar do Cole. A secretária da Educação Fundamental, Maria José Feres, do Ministério da Educação (MEC), a prefeita de Campinas, Izalene Tiene (PT), e o presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Osvaldo Siciliano, participam da abertura do congresso. O evento será dividido entre conferências e seminários temáticos. As conferências são abertas ao público e são gratuitas. Quem for ao Cole também poderá aproveitar, gratuitamente, da programação cultural da 5ª Feira de Leitura, que contará com a apresentação de palhaços, de dança do ventre, de contadores de história e de Música Popular Brasileira (MPB), entre outros. O diretor da Editora da Unicamp e organizador da feira, professor Paulo Franchetti, informou que há livros comercializados com descontos entre 10% e 50%. Fora os estandes das 50 editoras, distribuidoras e livreiros de todo o País, há dez estandes de artesanato. A feira funciona até às 20h. O coordenador geral do Cole e presidente da Associação de Leitura do Brasil (ALB), Luiz Persival Leme Britto, informou que os seminários mais procurados são os ligados aos temas letramento e alfabetização e ainda literatura para crianças. "A promoção da leitura é, muitas vezes, limitada ao maravilhamento da leitura e não se considera outras dimensões importantes, principalmente a questão da participação social", disse Britto. No total, serão mais de 200 horas de palestras, 900 apresentações de trabalhos inscritos e 16 seminários, cuja ponte de ligação é o debate sobre a cultura escrita, conhecimento e formas de participação social. O primeiro Cole foi realizado em 1978. Ele é realizado a cada dois anos. Este ano, a organização do evento homenageará o fundador da ALB, Ezequiel Theodoro da Silva. Mais informações podem ser obtidas no site www.alb.com.br. PROJETO DE CAMPINAS VIRA REFERÊNCIA NACIONAL Algumas das ações do Projeto Ciência na Escola, desenvolvido pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com o apoio da Prefeitura de Campinas e verbas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) foram incorporadas ao Programa Nacional de Popularização da Ciência, que está sendo elaborado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). A informação é do diretor-substituto do Centro de Pesquisas Renato Archer, Romildo Monta Ele representou ontem o ministro Roberto Amaral no encerramento do 2º Seminário Internacional da Educação, realizado na Unicamp. "O projeto de Campinas foi bem visto no MCT", disse Monte. "Apesar de o programa nacional estar no Plano Plurianual para 2004-2007, que depende da aprovação do Congresso Nacional, o ministro já está alocando recursos para desenvolvê-lo ainda daqui a um mês. Para isso, vamos usar todas as experiências bem sucedidas, especialmente a de Campinas, para ajudar na modelagem do programa do MCT." A coordenadora do Projeto Ciência na Escola, Afira Viana Ripper, da Unicamp, informou que o programa existe em Campinas desde 1997. "Este ano, o programa está envolvendo 11 escolas e cerca de 4 mil alunos", disse Afira. "Para nós é um momento de grande orgulho e satisfação saber que o MCT está usando o nosso projeto como subsídio", disse Maria de Fátima Garcia, que deu inicio ao projeto e é da Secretaria de Educação de Campinas. A Unicamp ajuda alunos e professores a transformarem os temas de sala de aula em pesquisa graças a aplicação de metodologia. (NB/AAN)