A vacinação contra a dengue ultrapassa mais de 48 mil doses aplicadas no ABC, a partir de levamento feito considerando os dados mais recentes divulgados pelas prefeituras. Apesar do avanço, a cobertura ainda varia entre os municípios, com cidades que registram índices elevados e outras que enfrentam limitações na oferta de doses e na adesão da população.
Enquanto algumas cidades apresentam avanço consistente, outras ainda dependem da chegada de novos imunizantes para ampliar o atendimento. A ampliação da vacinação contra a dengue no ABC passou a incluir trabalhadores da saúde de 15 a 59 anos e pessoas de 59 anos, além dos adolescentes de 10 a 14 anos, que seguem como público prioritário inicial.
Diadema registra maior cobertura e amplia vacinação
Diadema ampliou a vacinação contra a dengue na segunda-feira (4/5) com a inclusão da vacina do Instituto Butantan em dose única. O município mantém a aplicação da vacina do laboratório Takeda destinada a adolescentes.
Até o dia 4 de maio, foram aplicadas 31.531 doses segundo dados do Ministério da Saúde. Desse total, 30.584 doses foram destinadas a adolescentes e 445 a trabalhadores da saúde e pessoas de 59 anos. O público atendido inclui jovens de 10 a 14 anos, trabalhadores da saúde de 15 a 59 anos que atuam em serviços públicos e privados e a população de 59 anos que procura as Unidades Básicas de Saúde.
O município alcançou 78,26 por cento de cobertura na primeira dose e 41,64 por cento na segunda. As vacinas estão disponíveis nas UBSs, com exceção das unidades Centro, Nova Conquista e Ruyce, que passam por reforma. A estratégia inclui microplanejamento, com identificação de áreas com baixa adesão e busca ativa da população. No dia 23 de maio, a cidade realiza um Dia D de multivacinação nas unidades de saúde.
São Bernardo e São Caetano ampliam público
São Bernardo ampliou a vacinação conforme orientação técnica dos órgãos de saúde. Até o momento, 1.388 pessoas foram imunizadas no município. O público inclui adolescentes de 10 a 14 anos, trabalhadores da saúde de 15 a 59 anos e a população geral até 59 anos que busca atendimento nas unidades.
A vacinação ocorre nas 35 UBSs e segue esquema com intervalo de 90 dias entre doses. Não há previsão de ampliação no momento. A prefeitura planeja reforçar campanhas de comunicação quando houver maior disponibilidade de doses.
Em São Caetano, a ampliação começou no fim de abril. Além dos adolescentes de 10 a 14 anos, o município passou a atender trabalhadores da saúde de 18 a 59 anos e pessoas de 59 anos. Entre adolescentes, 4.858 receberam a primeira dose e 2.560 a segunda. Outros 250 profissionais da Atenção Básica foram imunizados em estratégia iniciada em fevereiro.
As doses estão disponíveis em 15 pontos de vacinação. O município também registra queda nos casos da doença. Após 8.791 registros em 2024, o número caiu para 963 em 2025. Neste ano, são 14 casos confirmados. Além da vacinação, equipes realizam ações de controle do mosquito com vistorias, visitas a imóveis, eliminação de criadouros e nebulização.
Mauá segue estratégia escalonada
Em Mauá, a vacinação segue orientação dos governos federal e estadual, com prioridade para profissionais da saúde e pessoas de 59 anos, conforme disponibilidade de doses. O município utiliza dois imunizantes. A vacina Qdenga, do laboratório Takeda, destinada a adolescentes de 10 a 14 anos, soma 14.244 doses na primeira aplicação e 7.019 na segunda. A cobertura chegou a 53,54 por cento na primeira dose e 26,38 por cento na segunda.
A vacina do Instituto Butantan, aplicada em dose única, começou a ser usada em fevereiro. Até o momento, foram registradas 366 aplicações. Desde 27 de abril, o imunizante atende trabalhadores da saúde de serviços públicos e privados e pessoas de 59 anos. As doses estão disponíveis nas 23 Unidades Básicas de Saúde.
Santo André mantém vacinação e aguarda novas definições
Em Santo André, a vacinação segue diretrizes do Ministério da Saúde. A vacina do laboratório Takeda atende pessoas de 10 a 14 anos com duas doses e intervalo de três meses. O imunizante do Instituto Butantan contempla trabalhadores da saúde e pessoas de 59 anos que procuram as unidades.
A cobertura entre adolescentes está em 43,42 por cento na primeira dose e 20,61 por cento na segunda. As vacinas estão disponíveis nas 34 unidades de saúde. Não há previsão de ampliação do público. A prefeitura informou que realizará a Campanha Nacional de Atualização da Caderneta de Vacinação entre os dias 3 de agosto e 1 de setembro de 2026, com mobilização no dia 8 de agosto.
Ribeirão Pires e R.G.Serra enfrentam limitação de doses
Ribeirão Pires segue as orientações do Estado e ampliou a vacinação para profissionais da saúde e pessoas de 59 anos. A cidade aguarda o envio de novas doses, mas mantém a vacinação com estoques remanescentes nas 11 unidades de saúde. A imunização de adolescentes de 10 a 14 anos continua normalmente.
Em Rio Grande da Serra, a vacinação foi incorporada ao SUS e passa por ampliação gradual desde 2024. Em 2026, novas estratégias incluem a inclusão de profissionais da saúde. O município aplicou cerca de 1.500 doses e apresenta cobertura próxima de 30 por cento. As doses estão disponíveis nas unidades, mas em quantidade limitada, com distribuição controlada conforme critérios do Ministério da Saúde. A população deve procurar a UBS e verificar se faz parte do público elegível.