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Abacaxi é digestivo e analgésico

Publicado em 31 outubro 2019

Por Ser Integral & Funcional

Pesquisadores da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em estudo (2019) apoiado pela FAPESP, descobriram que a bromelina é responsável pela liberação de encefalina – considerada uma morfina endógena –a partir de sua proteína precursora, a proencefalina, que também é encontrada na parede do intestino delgado.

Os efeitos analgésicos do abacaxi são conhecidos há séculos pelos indígenas nas Américas. Tanto que, conta-se, exemplares da fruta usada para a redução de dor e na cicatrização de ferimentos foram levados para a Europa pelos primeiros navegadores europeus que chegaram ao continente americano.

Séculos depois, verificou-se que a bromelina agia não apenas contra a dor, mas também tinha atividade anti-inflamatória e atuava na quebra de proteínas. Isso permitiu o desenvolvimento de diversos produtos a partir do abacaxi pelas indústrias farmacêutica e alimentícia, para fins digestivos, analgésicos, cicatrizantes ou para amaciar carnes

O estudo foi feito em modelo animal e foi observada redução na capacidade dos animais em sentir dor, com o efeito máximo detectado três horas após a administração oral de bromelina (extraída do talo do abacaxi) na dose de 3 mg/kg.

O estudo foi publicado na Revista Peptides (2019).

Referência

Paulo Eduardo Orlandi-Mattos et al. Enkephalin related peptides are released from jejunum wall by orally ingested bromelain. J. Peptides, 2019.

Fonte: Agência FAPESP, 12 de junho de 2019.

 

 

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