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A volta da febre amarela e da zika

Publicado em 19 dezembro 2018

Em 1977, ao entrar na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará, Pedro Vasconcelos planejava se tornar cirurgião cardíaco, mas desistiu ao assistir a uma cirurgia e concluir que não conseguiria fazer nada parecido. No quarto ano do curso, começou um estágio em virologia no Instituto Evandro Chagas (IEC), órgão vinculado ao Ministério da Saúde e um dos mais importantes centros de estudos de doenças tropicais no país, e não saiu mais dessa área. Iniciou suas pesquisas sob a orientação da virologista Amélia Paes de Andrade Travassos da Rosa (1937-2017), que, duas décadas mais tarde, voltaria a supervisioná-lo no pós-doutorado na Divisão Médica da Universidade do Texas (UTMB), Estados Unidos. Contratado pelo IEC em 1983, logo após se formar médico, ajudou a diagnosticar os primeiros casos de dengue no Brasil, ocorridos em Boa Vista, Roraima, e se especializou no estudo dos arbovírus, os vírus transmitidos por insetos, como os da febre amarela e da febre zika. Nesta entrevista, concedida em agosto, ele afirma que as duas doenças voltarão a assustar o país.

Em 2015, seu grupo de pesquisa no IEC isolou o vírus zika do cérebro de um bebê com microcefalia, filho de uma mulher do Ceará infectada na gestação. Com base nesse trabalho, o Ministério da Saúde emitiu um comunicado estabelecendo uma associação entre a infecção por zika e a microcefalia. No ano seguinte, a epidemia tomou as Américas e Vasconcelos representou o Brasil no comitê de emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS) que acompanhava o assunto.

Leia na íntegra: Revista Pesquisa Fapesp