Notícia

A Tarde (BA)

A vez do doutorado profissional

Publicado em 09 março 2018

No momento em que a pós-graduação destaca a modalidade profissional, mestrados e doutorados, as opções são bem maiores e mais diversificadas. Em 1951, com a criação do Conselho Nacional Científico e Tecnológico (CNPq), no governo Dutra, e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), no segundo governo Vargas, demos início ao Sistema Nacional de Pós-Graduação. Reforçou o sistema o parecer de Newton Sucupira, de 1965, que definiu os programas de pós-graduação em dois níveis: em sentido amplo, especialização e aperfeiçoamento, e no sentido estrito, mestrados e doutorados.

O estruturante parecer (CFE 977), marca o antes e o depois da pós-graduação. Newton Sucupira, pai da pós-graduação, bem mereceu a denominação de Plataforma Sucupira para a Coleta Capes. Primeiramente, desenvolvemos os mestrados acadêmicos. Tempos depois, surgiram os doutorados. Mais recentemente, contamos com os mestrados profissionais e, neste momento, a modalidade do doutorado profissional (Portaria Capes nº 161, de 22 de agosto de 2017).

Assim, atingimos novas perspectivas em conexão com o setor empresarial. É impressionante o sucesso da pós-graduação estruturada pelo educador pernambucano. Não somente para formação de cientistas, professores e profissionais, mas também para a cultura brasileira pela produção de dissertações e teses, editadas como livros. O CNPq, órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação, como a CAPES, fundação do Ministério da Educação, e mais outras entidades, fortalecem o Sistema da Pós-Graduação. Nessa progressão, em 1960, surgiu a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), seguiram-se o exemplo paulista os demais estados que criaram as suas FAPES.

Assim, o Sistema se integra com entidades federais e estaduais em apoio aos programas de pósgraduação e pesquisa das universidades e entidades científicas como a Fiocruz. Desenvolvimento e Pesquisa (DP), que se conectam com as empresas, em especial, o sistema S (Sesi, Sesc e Senai) e a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). Para Sucupira “a pós-graduação torna-se assim, na universidade moderna, cúpula dos estudos, sistemas especiais de cursos exigidos pelas condições de pesquisa científica e pelas necessidades do treinamento avançado”.

Com a alternativa dos mestrados e doutorados profissionais, o definidor parecer do “pai da pós-graduação”, permite novos desdobramentos e novas criações inteligentes que fomentam o desenvolvimento científico e acadêmico brasileiro. Possibilita que as nossas universidades cresçam mais ainda em produção científica com artigos, projetos, programas e patentes.