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Jornal da Ciência online

“A transformação digital das universidades foi acelerada e não há retorno”

Publicado em 18 setembro 2020

Por Depoimento concedido a Fabrício Marques

O reitor da Unesp, Sandro Valentini, fala sobre a rotina de atividades nos 24 campi da instituição durante a pandemia e dos objetivos de um projeto sobre a covid-19 em fase de implantação pelo grupo de pesquisa de que faz parte em Araraquara

Com a Covid-19, as universidades brasileiras que realmente fazem pesquisa puderam mostrar que é possível dar respostas para necessidades urgentes da sociedade. Em mais de 100 anos não vivíamos uma crise sanitária com impactos tão violentos. Logo que surgiu a pandemia, as três universidades estaduais paulistas reuniram massa crítica para estudar e enfrentar o novo coronavírus, buscando resolver problemas concretos ocasionados pela pandemia. Isso foi importante para demonstrar, mais uma vez, como são revertidos em benefícios para a sociedade os 9,57% da arrecadação do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] destinados às universidades de São Paulo [USP], de Campinas [Unicamp] e a Estadual Paulista [Unesp].

Na Unesp, montamos um comitê científico sobre a Covid-19, que identificou potencialidades e fez um chamamento para que seus docentes e pesquisadores pudessem contribuir. Não havia nenhum grupo de pesquisa trabalhando diretamente com coronavírus, mas tivemos pronta resposta de nossa comunidade acadêmica. Já temos mais de 100 pesquisas em andamento abordando aspectos diversos da doença – em alguns casos, nem foi preciso solicitar financiamento, pois as pesquisas puderam ser iniciadas com a infraestrutura laboratorial conquistada com os projetos já vigentes.

Veja o texto na íntegra: Revista Pesquisa Fapesp