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O Debate - Diário de Macaé online

A transformação de lixo em energia

Publicado em 02 dezembro 2007

Os lixos municipais, hospitalares e industriais poderão ter um novo fim: a produção de energia.

Pesquisadores do IPT e do ITA, com apoio da Fapesp, estão juntos em um projeto que promete revolucionar o destino do lixo. Esse projeto consiste basicamente em um reator a base de plasma gasoso, ou seja, gás aquecido por descarga elétrica, com temperaturas muito elevadas, acima das obtidas na combustão.

"A energia do plasma gasoso é utilizada para transformar em gás os materiais volatilizáveis do lixo, que envolvem todos os resíduos que viram fumaça. Esse processo é controlado para a produção de um gás com alto poder calorífico, que será inserido em uma turbina", disse Cruz à Agência Fapesp. Acoplado a essa turbina, um gerador produz energia elétrica capaz de realimentar todo o sistema.

Quando introduzido no reator, o lixo será degradado e gerará gases menos poluentes do que os obtidos nos processos usuais como em aterros sanitários e incineração.

A grande vantagem do processo é que para os materiais que não podem ser reciclados o gerador propicia um fim menos prejudicial ao meio ambiente, já que o processo não libera metano, um dos grandes vilões do efeito estufa, e também dificultada a formação de dioxinas (as substâncias mais tóxicas conhecidas). Além disso, os materiais do lixo que não se transformam em gases e se solidificam depois de retirados do reator e resfriados podem ser utilizados para a pavimentação de calçadas.

Até agora não se sabe se a energia produzida pelo lixo será suficiente para manter todo o processo, porém acredita-se que além de se manter ainda gere um excedente de energia elétrica.

O desenvolvimento do reator encontra-se em fase final e espera-se que em dezembro de 2007 já exista uma unidade-piloto.