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A primeira fase da vacinação não teve impacto imediato

Publicado em 09 fevereiro 2021

Por Gilberto Stam | revista Pesquisa FAPESP

Mesmo com a vacinação, iniciada em janeiro, a mortalidade do Covid-19 no Brasil, recentemente com mais 225 mil mortes, deve continuar aumentando por pelo menos mais 3 meses. Durante esse período, o uso da máscara é o que pode contribuir ao máximo para reduzir os óbitos – mesmo que a máscara e a distância social sejam seguidas por 95% da população, o número de óbitos deverá ser de aproximadamente 265 mil até o final de abril. Na ausência de máscara e outros cuidados, as demais medidas preventivas podem aumentar as mortes, o que equivaleria a cerca de 284 mil. Conhecimento é projeção do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME) da Universidade de Washington, EUA. Mas não é a primeira vez. Em simulações, essa situação indica que a vacinação por si só dificilmente afeta o número de óbitos se apenas um pequeno componente da população for vacinado.

“A vacinação do grupo de risco, além das medidas preventivas, pode reduzir a tensão nos serviços hospitalares, a falta de UTI e o número de óbitos, até que seja realizada a vacinação em massa, que é a única coisa capaz de gerar imunidade coletiva e controlar a epidemia. “pandemia, explica o especialista em doenças infecciosas Julio Croda, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que não participaram do estudo.

Segundo Croda, com 20% da população vacinada e um precedente para o grupo ameaçado, esse é o propósito da Covax, coalizão estrangeira criada por meio da Organização Mundial da Saúde (OMS) que busca proteger a fonte de vacinas para os países mais pobres: a pressão sobre a fórmula fitness merece ser minimizada mesmo que o vírus continue a circular. Para isso acontecer, outras pessoas com mais de 60 anos, que respondem por entre 80% e 85% dos óbitos, e os profissionais de saúde, com maior ameaça de infecção pelo contato com outras pessoas com Covid-19, terão que ter prioridade. “No ritmo atual de vacinação, levará pelo menos seis meses para ver um impacto”, diz Croda. A Covax anunciou em janeiro que poderia entregar cerca de 10 milhões de doses ao Brasil até o final do ano.

A curva de mortalidade calculada através do IHME é uma projeção que não leva em conta a difusão da nova variante de Manaus, já conhecida em São Paulo e provavelmente difundida no país, portanto medidas de isolamento social, higiene das mãos e uso de máscaras também. porque as medidas restritivas impostas pelo governo, que também são eficazes para novas tensões, são fundamentais.

Novas variantes “Entre dezembro e janeiro, a nova variante, chamada P. 1, passou de 52,2% para 85,4% em amostras positivas de controle de RT-PCR em Manaus, com um caso comprovado de reinfecção, explica a imunologista Ester Sabino, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), que trabalhou na descrição da nova cepa, relatada em 12 de janeiro no virological. orgArray um fórum de discussão para especialistas da área. “A explicação máxima possível para essa situação é a grande transmissão e a capacidade de reinfectar a nova variante”, diz Sabino, coautor de uma observação publicada na revista Lancet em 27 de janeiro, na qual avalia os motivos da onda de momentos da cidade. Os perigos de um erro de cálculo e um declínio acentuado na imunidade provavelmente foram descartados.

A análise máxima recente, publicada no mesmo site em 3/2 através da virologista Paola Resende, chefe de vigilância genômica do Laboratório Nacional de Referência coronavírus, na Fiocruz, que atende a rede de vigilância do Ministério da Saúde, indica que a variante entregou a impressão em dezembro e, em janeiro, foi culpada em 91% dos casos em janeiro, alcançando não só o domínio metropolitano de Manaus, mas também municípios como São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga, a mais de mil quilômetros da capital do estado e próximo à fronteira com Peru, Colômbia e Venezuela.

A variante tem 3 mutações na proteína complexa, que está ajudando o vírus a entrar no celular do hospedeiro humano, e pode ajustar seu comportamento. Uma das mutações, N501Y, pode simplesmente desenvolver a capacidade do vírus de invadir o celular, tornando-o mais transmissível. ; e E484K, permitiriam que o vírus escapasse dos anticorpos neutralizantes do hospedeiro, cruzando a fórmula imunológica e até permitindo reinfecções, segundo relatório publicado em virological. org em 17/1 através do imunologista Felipe Naveca, da Fiocruz Amazônia, e colegas. do vírus e seu comportamento em animais ainda não foi feito para implicar se essas hipóteses são verdadeiras.

“Não sabemos de forma adequada a propagação dessas variantes, e até agora não sabemos se já se espalharam pelo país”, alerta Croda. “Vários países seguiram medidas restritivas, como Reino Unido, Portugal e Israel. Mas, no Brasil, ainda existem voos de Manaus, sem nenhum esforço de monitoramento de viajantes, como em outros países”.

“Recebemos amostras de todos os estados, basicamente pacientes transferidos, viajantes que voltam de Manaus e seus contatos, para saber até onde a variante de Manaus foi”, diz Resende. A equipe também está envolvida na divulgação de alguma outra variante, P. 2, já detectado no país, embora tenha menos ajustes na proteína complexa do que P. 1, P. 2 carrega a mutação E484K, relacionada a casos documentados de reinfecção na Bahia e paraaba, mas por enquanto esta edição permaneceu fraca em Manaus em dezembro e janeiro.

Vírus solto A taxa de mutação coronavírus, aproximadamente dois por mês, é baixa em relação ao vírus da gripe, por exemplo. “Mas quando o vírus pode circular livremente e infectar muitas pessoas, ele tem mais oportunidades de multiplicar e sofrer mutação”, explica o epidemiologista Jesem Orellana, da Fiocruz para Manaus.

É a robustez da fórmula fitness em cada local que determina como o efeito da pandemia será absorvido, pois a epidemia máxima de Covid-19 afeta intensamente as instalações de cuidados máximos precários. Manáus, por exemplo, possui 753 leitos de grande atendimento para o Covid-19 e terá que obter pacientes de 61 municípios do interior do estado, onde não há esses leitos. Com sobrecarga de fórmula, os óbitos oblíquos também se acumulam: outros que morreram de inaúde para doenças crônicas ou câncer, por exemplo, ou porque não procuraram atendimento médico por medo de receber Covid-19.

Mortalidade excessiva Os óbitos indiretos e aqueles que não são mais mostrados pelo Covid-19 são externos ao indicador oficial, o que inclui apenas os óbitos mostrados através do Covid-19, porém, é imaginável estimar o número total de óbitos superior ao preço esperado sem a pandemia, a chamada taxa de mortalidade excessiva. Por essa razão, o número de óbitos por causas fitoterápicas, em decorrência de uma doença passada ou problema de aptidão, durante a pandemia, é comparado à tendência dos últimos anos. O suicídio e o homicídio, que podem variar por razões cíclicas (minimizar o tráfego de carros durante a pandemia resultou em alívio no número de acidentes de trânsito, por exemplo) são considerados não selados e não têm compatibilidade no cálculo para evitar enganos. Conclusões.

Entre fevereiro e junho de 2020, o excesso de mortalidade por causas fitoterápicas (óbitos não atribuídos ao Covid-19) em Manaus 112%. Em Fortaleza, cuja prestação de cuidados de saúde também é precária, a taxa é de 72%. São Paulo e Rio de Janeiro, com maior atenção de qualidade, apresentaram taxas de 42% e 34%, respectivamente, segundo estudo coordenado por Orellana e publicado na revista Cadernos de Sá’de Peblica em janeiro de 2021.

Esses efeitos recomendam um forte sub-registro de óbitos de Covid-19, a dispersão de vírus causadores de doenças e “o desejo de rever todas as causas de morte relacionadas aos sintomas respiratórios por meio dos serviços de vigilância epidemiológica”, alertou um relatório da Escola Nacional de Saúde. (Ensp) através da Fiocruz publicado em 4 de fevereiro. O conhecimento também reflete a desigualdade acentuada entre as regiões do país, disse Orellana, que no passado testou os efeitos da pandemia sobre as demais pessoas deficientes em Manaus.

Centro Conjunto Brasil-Reino Unido para a Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovirose (CADDE) (Nº. 18 / 14389-0); Modo temático; Pesquisadora principal Ester Cerdeira Sabino (USP); Investimento R$ 5. 326. 127,38.

Artigos científicos FARIA, N. R. et al. , Caracterização genômica de uma linhagem emergente Sars-CoV-2 em Manaus: resultados iniciais. Virológico 12 de janeiro de 2021, NAVECA, F. et al. Datação filogenética de sequências de Sars-CoV-2 da Amazon com variantes brasileiras emergentes que hospedam mutações E484K e N501Y na proteína Spike – Atualização do rastreamento genômico Sars-CoV-2 no estado da Amazônia, Brasil, virológico, 3 de fevereiro de 2021, NAVECA, F. et al. Reinfecção ao Sars-CoV-2 através da nova Variante de Preocupação (VOC) P. 1 na Amazônia, Brasil Virological 17 janeiro 2021 ORELLANA, JDY et al Mortes excessivas covid-19 pandemia: sub-registro e desigualdades regionais no Brasil. Public Health Papers, v. 37-1. Jan. 2021. SABINO, E. et al. O Covid-19 ressurge em Manaus, Brasil, apesar de uma forte soroprevalência The Lancet 27 de janeiro de 2021.

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